Amanhã eu vou…

O texto que segue (intitulado “Amanhã eu vou…”), recebi do amigo Ayruman, que também assina por Jbconrado. Por gostar da sensibilidade do Ayruman na arte do desenho e na escrita é que publico neste blog  o conto de Ayruman. Seja bem-vindo, Ayryman. Que Ñanderu nos acolha.
Graça Graúna (indígena potiguara/RN)
“Oi minha amiga Xamã. Tô com saudades. Olha um conto para desopilar o fígado. Se quiser pode publicá-lo. Tenha uma boa Semana. Luz e Paz. Jbconrado.”
 Arte: Ayruman
Amanhã eu vou. Amanhã eu vou. Esse é o canto do Curiango. Mas nem sempre foi assim.
Dizem que Curiango amava Maria-Angu. Amor daqueles pra lá de fiel. Curiango tinha a mania de andar a esmo pela as florestas e Maria-Angu vivia de só esperar. E nesse devaneio incomum. Nesse capricho escrachado de curiango, Maria-Angu um dia adoeceu. Um, dois, três. Foram longos meses. Longas estações.
Curiango nada de aparecer. Vivia perambulando nas florestas. Nas veredas e caminhos de terra e poeira. Coisa de poeta que ama a liberdade.
E lá nos confins das Gerais Maria-Angu amofinava. Cada dia,  mais fraquinha. Até que fragilizada morreu. E quando curiango ouviu seu chamado, era muito tarde, sua amada já estava bem longe junto às Estrelas.
Curiango não se conformava. Foi uma dor sem tamanho de rasgar sua garganta e seu coração. E deste este dia curiango nas noites de lua cheia, contrito passou a cantar a ladainha que hoje conhecemos: Amanhã eu vou. Amanhã eu vou. Amanhã eu vou.
Foi esse seu jeito encontrado para amenizar sua negligência desastrosa.
Amanhã eu vou. Amanhã eu vou. Amanhã eu vou…

Poetas: guerreiros da paz no dia mundial do meio ambiente

MANIFIESTO UNIVERSAL de POETAS DEL MUNDO  

Poetas del Mundo, ha llegado el instante en que debemos unir las fuerzas para defender la continuidad de la vida: Somos los Guerreros de la Paz y los Mensajeros de una nueva etapa en la Humanidad. Somos los Poetas de la Luz, y la Luz es el vehículo que nos conduce a la convocatoria que por ningún motivo debemos dejar de asistir. Vivimos actualmente el proceso de muerte de una etapa degenerada y el nacimiento de una NUEVA ERA en que el poeta tiene un rol determinante que jugar. La humanidad vive tiempos decisivos para su sobre-vivencia: sigue con dirección hacia el precipicio que la conduce a la extinción o cambia de timón fijando trayectoria hacia la superación colectiva que le asegure larga subsistencia. 
Desde los tiempos más remotos que el hombre recuerde, la existencia humana se ha visto confrontada a coexistir con los medios ambientales, los que le aseguraron, y le siguen asegurando, la posibilidad de vivir. Pero al mismo tiempo y paradójicamente, el hombre en su afán de ser más, de crecer y crecer, ha ido deteriorando el planeta hasta llevarlo a límites que ponen en peligro la posibilidad de seguir existiendo como especie. Si el hombre no cambia de rumbo, ¡Y AHORA!, las próximas generaciones tendrán sólidas razones para odiarnos.
Por otro lado, en este mismo contexto de querer ser siempre MÁS, no sólo se usan los medios materiales del planeta para crecer y subsistir, sino que también los medios humanos, arrastrándonos a la despiadada y criminal competencia entre los hombres a tal punto que hoy nos estamos matando entre nosotros mismos para existir, para crecer o simplemente para decir: SOY, esto o lo otro, pero ¡SOY! o soy más que tú…
Así como deterioramos el planeta constantemente con el uso abusivo de los recursos naturales y humanos, así se construyen armas de destrucción a gran escala, capaces de destruir toda la humanidad en pocas horas, y la supremacía del poder se concentra siempre en las mismas manos, en lo que hoy conocemos como Imperio[s]. Pero no todo es negativo, porque el caos moral, el caos ético, el caos político [guerras infames], el caos económico [cosas absurdas] no son sino manifestaciones del PARTO DE LA HISTORIA como cuando una mujer da a luz un niño; muere una etapa y surge otra de su seno.
Fonte: Poetas del Mundo

Movimento por um Brasil literário

13º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens abre espaço 
para o Movimento por um Brasil literário 
 Este ano, o Salão FNLIJ do Livro pra Crianças e Jovens homenageia a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, formada por Angola, Brasil, Costa Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. O objetivo é valorizar o idioma e a herança cultural que unem esses países, reforçando que o livro é um importante meio de difusão da linguagem e história de um povo. Especialistas em língua portuguesa, escritores e ilustradores participam do evento e dividem suas experiências com o público.
Entre as atividades do Salão este ano, o Seminário FNLIJ de Literatura Infantil e Juvenil discute, de 13 a 16 de junho: “Panorama da Literatura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa: a variedade da Língua Portuguesa nos livros para crianças e jovens”; “Biblioteca da Escola: agora é lei” e “Escolas de leitores – Compartilhando aprendizagem”; No último dia, sedia o VIII Encontro Nacional de Autores Indígenas: Literatura e Resistência“. Estarão presentes no Seminário pesquisadores de diversos países, incluindo representantes de alguns países da CLPL (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), e escritores indígenas de diferentes etnias.
Em sua segunda participação no Salão, o Movimento por um Brasil literário terá um estande próprio. Nesse espaço, será possível conhecer e aderir ao Movimento, além de assistir ao documentário “A Palavra Conta”. Dirigido por Duto Sperry e Leonardo Gambera, o filme mostra a influência da literatura na vida das pessoas por meio de depoimentos captados em diferentes regiões do Brasil. Além do documentário, o Movimento apresentará no Salão sua campanha pelo direito à literatura. Produzida durante o ano passado pela Java 2G, a campanha apresenta vinhetas com depoimentos, mostrando um país que lê, se transforma e se emociona com a literatura, mas que também precisa percorrer um longo caminho para garantir o direito de acesso aos textos literários.
Para as crianças e jovens visitantes, o Salão terá uma biblioteca especial com lançamentos de livros, leituras e encontros com autores. As crianças poderão conhecer as histórias de Fabricio Carpinejar, Maria Clara Machado, Eva Furnari, entre outros autores. Para os jovens, as atividades incluem leituras de livros de Clarice Lispector, Pedro Karp, Angela Lago e Nilma Lacerda.
O espaço dedicado ao educador homenageará os 90 anos de Maria Clara Machado, com o lançamento de “Teatro infantil completo de Maria Clara Machado”. Outro importante momento será o lançamento de “Vermelho amargo”, do poeta mineiro Bartolomeu Campos de Queirós, um dos idealizadores do Movimento por um Brasil literário, no dia 14, às 15h.
Os ilustradores também terão destaque no evento, com performances diárias ao vivo, no Espaço Petrobras do Ilustrador. Estarão presentes o escritor e ilustrador Roger Mello, vencedor do Prêmio FNLIJ 2001 na categoria Melhor Ilustração (Hors-Concours) pelo livro “Meninos do Mangue”, Anielizabeth, ilustradora dos livros “O pato que chocou” e “Um bifinho ou um salaminho?”,  e Guto Lins, autor dos livros “Mãe” e “Avô”.

O Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens acontece em novo local, ocupando o Centro de Convenções SulAmérica.
Serviço
Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens
De 7 a 17 de junho
Centro de Convenções SulAmérica – Av. Paulo de Frontin com Av. Pres. Vargas – Centro – RJ
site para outras informações: http://www.fnlij.org.br
Agendamento de visitas para escolas: visitacaoescolar@fnlij.org.br