Pra não esquecer a rosa de Hiroshima

Texto e imagem: Correio
No Japão, 6 de agosto  “foi dia de lembrar um dos episódios mais trágicos da história da humanidade: o primeiro ataque atômico. Em Hiroshima, o sino da paz soou às 8h15, a hora exata em que caiu a bomba. Centenas de pessoas fizeram um minuto de silêncio e mil pombas foram soltas. Após 65 anos, a lembrança daquele dia ainda provoca lágrimas. Esse ano, pela primeira vez, os Estados Unidos enviaram um representante à cerimônia. O primeiro-ministro Naoto Kan disse que o Japão, como único país que sofreu ataque nuclear, tem o dever de lutar por um mundo livre de ameaças atômicas. No dia 6 de agosto de 1945, os americanos lançaram a primeira bomba e 140 mil pessoas morreram. Três dias depois, a segunda bomba caiu sobre a cidade de Nagasaki, levando o Japão a se render e ao fim da Segunda Guerra Mundial.”
Imagem: Google

Nota: vale conferir o  poema-canção de Vinicius de Moraes e Gerson Conrad:

Rosa de Hiroshima
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada

II Noite Xukuru

Recebi de Delma Silva, Dayse Cabral de Moura (UFPE) e  Patrícia Fortes (do Centro de Cultura Luiz Freire), o Convite referente à denúncia contra a criminalização das lideranças indígenas e que reenvio a todos(as) integrados com a causa indígena. Vamos todos(as) participar e ajudar na divulgação deste evento em defesa do Povo Xukuru de Ororubá.
Paz e bem, Graça Graúna

Mais informações:
Centro de Cultura Luiz Freire – CCL
(81)3301 5241

"Do lado esquerdo do peito"

   
Imagem Google

Canção da América

(Composição: Fernando Brant e Milton Nascimento)

Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir
Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
 E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou
Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam “não”
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração
Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar