Crianças: uma mensagem de Marcos Terena

Marcos Terena. Imagem no Google
Amigos, Parentes e Guerreiros.
Terminamos mais uma semana com saúde, alegria e vida.
 Nosso espírito de luta sempre aceso para os novos desafios e nossa solidariedade também.
 E um dos quadros mais tristes para a história da criança feliz como dizia aquela musiquinha, veio do Rio de Janeiro, Terra dos Tupinambá e futura sede dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo.
 Várias crianças foram sacrificadas sem saber o porquê e sem ter noção do que estava acontecendo, até que um Sargento da PM interrompeu essa série de assassinatos.
 Daí, nossa solidariedade a todos os que estão sofrendo pela morte dessas crianças.
 Nós Povos Indígenas aprendemos a ter noção da vida e do que significa viver bem dentro do nosso habitat tradicional. Lá nas aldeias sem qualquer interferência, criamos um círculo de vida com a Mãe Natureza para nosso fortalecimento físico e espiritual. Era o equilibrio para o bem viver.
 Hoje vemos que o mundo que nos chamou de selvagem e o Estado que nos trata como incapacitados não sabe cuidar de suas crianças e seus filhos, e isso nos preocupa porque em tudo, vemos a marca do chamado desenvolvimento. Para a ambição desses homens brancos, nada é impecilho, basta dizer quanto custa…. Mas quando o custo é a vida de uma criança, de uma mulher, de uma familia, de uma sociedade… quem paga a conta?
 As autoridades deveriam fazer uma meditação e aprender a ouvir os sinais da natureza.
 Durante a Semana dos Povos Indígenas agora em Abril, em vários encontros, vamos fazer uma homenagem aos filhos do homem branco que morrerram dentro de uma Escola, onde deveriam estar seguras… Pois eram parte do futuro do Brasil também.
 Saudações Indígenas.

Violações contra crianças e adolescentes indígenas no Chile

Reportagem: Karol Assunção (Jornalista da Adital)
A violência sofrida por crianças mapuche no Chile foi tema de audiência realizada na tarde de hoje (25) na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), em Washington, Estados Unidos. Na ocasião, organizações sociais chilenas e latino-americanas apresentaram o “Relatório sobre Violência Institucional contra a Infância Mapuche no Chile”, documento que destaca as violações aos direitos humanos realizadas pelo Estado chileno contra crianças e adolescentes mapuche.
De acordo com as organizações de defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes, essa foi a primeira audiência realizada na CIDH sobre a infância mapuche do Chile. A intenção das organizações foi apresentar o documento com as violações à infância e adolescência mapuche chilena a fim de que a Comissão solicite ao Estado do Chile medidas para que este respeite os direitos dos menores de idade mapuche de acordo com as normas e convenções de direitos humanos internacionais
O relatório revela casos de violência cometida por agentes de Estado contra meninos, meninas e adolescentes de nove meses a 17 anos no marco das manifestações pela recuperação das terras ancestrais. Notícias dão conta de mais de 100 casos entre os anos de 2001 e 2011.
Detenções arbitrárias, ameaças, perseguições e menores de 18 anos presos sem estabelecer comunicação com os pais são apenas algumas violações aos direitos da criança e do adolescente destacadas no documento. De acordo com as organizações que apresentaram o relatório, muitos mapuche foram vítimas de balas, bombas lacrimogêneas, torturas, agressões com armas de fogo, tratamentos degradantes e até de assassinatos.
Para as organizações, os agentes do Estado atuam de forma “violenta e desproporcional”, sem respeitar os direitos de crianças e adolescentes estabelecidos em tratados e leis nacionais e internacionais. A situação relatada no documento refere-se aos últimos 11 anos.
Segundo informações publicadas pela Associação Chilena de Organismos Não Governamentais (Acción), os representantes das instituições de defesa das crianças destacaram também – antes da audiência – a aplicação “ilegal e ilegítima” da Lei Antiterrorista para os adolescentes mapuche. Foi o caso do porta-voz da Rede de ONGs da Infância e Juventude do Chile, Carlos Muñoz Reyes, quem lembrou que a Lei foi utilizada em cinco casos de menores de 18 anos.
“[…] o que não só é contraditório com a Lei de Responsabilidade Penal Adolescente e viola a Convenção Internacional dos Direitos da Criança e a Convenção Internacional dos Direitos da Criança, que aponta que os meninos e as meninas em conflito com a lei requerem um tratamento especial, mas que, ademais, vai contra a modificação legislativa que se fez na Lei Antiterrorista em 2010, onde se exclui expressamente sua aplicação aos casos em que estejam envolvidas pessoas menores de 18 anos”, observou.
A apresentação do informe à CIDH ficou a cargo de Carlos Muñoz Reyes e de Ana Cortez Salas, coordenadora do Projeto Pichikeche, da Fundação de Apoio à Infância Desprotegida (Fundação Anide, por sua sigla em espanhol). A audiência contou ainda com a presença de Georgina Villalta, integrante da Rede Latino-Americana e Caribenha pelos Direitos dos Meninos, das Meninas e dos Adolescentes (REDLAMYC).

Com informações de Acción.
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El maltrato de la iglesia con los indígenas

El Códice de Iztacmixtitlan muestra el maltrato de la iglesia hacia los indígenas: Leander

El maltrato y trato discriminatorio que sufrieron los indígenas que vivieron a fines del siglo XVI, en México, por parte de los sacerdotes españoles, es uno de los testimonios que ha resguardado fielmente el Códice de Iztacmixtitlan, fechado en 1564 y encontrado en Puebla, dio a conocer la investigadora de origen sueco Birgitta Leander, considerada una de las grandes especialistas mundiales en el estudio de la escritura de los pueblos mesoamericanos.
Desde hace casi cinco siglos, ciertas prácticas de la represión oficial no han variado. Lo mismo que ocurrió en Puebla en el siglo XVI puede observarse a finales del XIX en otras partes del país y en las postrimerías del siglo XX en Chiapas.
En entrevista, expuso que en el Códice de Iztacmixtitlan se plasmó una rebelión de indígenas que huye del poblado conocido ahora como San Francisco Iztacmixtitlan –que perteneció al cacicazgo de Tetela–, porque no quería pagar tribuno a la iglesia ni hacerle trabajos forzosos.
Debido a ello, la autoridad eclesiástica organiza a otro grupo de indígenas que somete a los rebeldes, con violencia física y el incendio de sus viviendas, para obligarlos a regresar al pueblo y participar en la construcción de un monasterio.
De vuelta al pueblo, relató Leander, las víctimas atacaron a los curas y a los topiles (alguaciles indígenas) contratados con las consecuencias descritas en este códice. Según el expediente en náhuatl forma parte del proceso judicial al que fueron sometidos los rebeldes.
El texto pictográfico de tipo azteca, no trae comentarios ni en español ni en náhuatl, más que puras imágenes: un cura al que un indígena ensangrentado le jala el cordón que trae atado a la cintura.

Redactados con la escritura pictográfica prehispánica, pero en náhuatl, algunos códices tienen también comentarios escritos en la lengua española del siglo XVI. En algunos casos, como en el códice de Otlazpan, las acotaciones son tan amplias que permiten calificarlo como la “Piedra de roseta de los aztecas”.
En tanto, Birgitta Leander detalló que el Códice de Cuauhtitlan, de 1568, es un documento jurídico que presenta una queja de 13 indígenas por el maltrato sufrido por imposiciones de un español. La denuncia está dirigida a las autoridades coloniales y en ella se deja constancia del maltrato sufrido a manos de un español de alto rango que les ha obligado a construir y pintar una banqueta, sin haberles dado el dinero suficiente para comprar la pintura que les permita terminar el trabajo.
Como castigo por no haber terminado el trabajo, el español mandó a los 13 indígenas a la cárcel, donde los obliga a terminar la tarea. “El documento –destacó– constituye un testimonio de la inconformidad indígena con el trato que les daban algunos españoles, explotadores e injustos”.
A propósito del libro, que está a punto de entrar a la imprenta, Leander informó a La Jornada de Oriente que para octubre saldrá a la luz pública la interpretación de los cuatro códices precolombinos, en cinco tomos, a los que ha dedicado más de 30 años de investigación. Se trata de los códices de Tepexi (Hidalgo), Otlazpan (Hidalgo), Iztacmixtitlan (Puebla) y Cuauhtitlán (estado de México).
A Leander el gobierno de México le otorgó en 2003 la Orden del Águila Azteca, y ese mismo año recibió el Doctor Honoris Causa de la Universidad de las Américas (UDLA).
Finalmente, informó que ofrecerá un curso sobre “Códices mexicanos y pueblos indígenas del mundo”, en la Universidad Iberoamericana, campus Puebla, a partir del 8 de septiembre.

Nota
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