Mulheres indígenas debatem a lei Maria da Penha

 Imagem: indiosonline

Esta acontecendo na Aldeia Bahetá pela primeira vez o I Encontro de Mulheres Indígenas para Debater sobre a Lei Maria da Penha.
O Encontro começou no dia 26 e termina no dia 28 do mês de novembro do corrente ano. Esse evento conta com a presença de Daniela da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da Republica, Karina da Funai, Jovanildo Vieira dos Santos Coordenador Técnico Local de Itororó das Aldeias Bahetá e Panelão, Josiane Santana representante da Secretaria de Educação.
As Mulheres Indígenas estão focando a Lei Maria da Penha como ferramenta para buscar seus direitos e torná – lo autentico e respeitado, no primeiro dia foi feito o credenciamento e recepção dos visitantes, logo em seguida o Cacique Akanawan Baênã Hã Hã Hãe tornou oficial o Seminário dando as boa vindas falando da relevância do encontro para as mulheres indígenas da Aldeia Bahetá. Em seguida Dona Maura parabenizou todas as pessoas que acreditaram na realização do evento. As mulheres indígenas consideradas guerreiras pelo Povo Pataxó Hã Hã Hãe se apresentaram falando das expectativas e desafios a serem sanados ao final desse encontro. Depois o Grupo Tyhi Xohã fizeram uma apresentação cultural de boas vindas ao Seminário.

Teto de : akanawan – disponível em:  Índios Online.

V Fórum Pan-Amazônico discute questão ambiental

Imagem: Forum pan-amazonico

Texto: Tatiana Félix (Jornalista da Adital)

Cerca de 5 mil pessoas, entre representantes de comunidades indígenas, ribeirinhos, afro-descendentes e dos países da região pan-amazônica, participaram ontem (25) do cortejo cultural que deu abertura à 5ª edição do Fórum Social Pan-Amazônico (FSPA), em Santarém, no Pará, no Norte do país. O evento segue até segunda-feira, 29.
O Fórum tem como princípio dar voz e visibilidade aos povos originários, indígenas e africanos, e às comunidades tradicionais. Para isso, o evento proporciona momentos de discussão, através dos quatro eixos temáticos escolhidos para este ano: “Em Defesa da Mãe Terra”, “Poder para os Povos da Amazônia: autonomia e territórios”, “Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (Dhesca’s) e “Culturas, Comunicação e Educação Popular”.
Cada eixo destes agrega sub-temas como, por exemplo, “Barragens na Amazônia: o caso Belo Monte e a análise crítica do Painel de Especialistas”, “O Modelo Energético Brasileiro e o Potencial da Amazônia para as fontes renováveis e energia”, “Assentamentos de Reforma Agrária, Meio Ambiente e Agricultura Familiar” e “Identidades coletivas, territorialidades específicas e conflitos na Pan Amazônia”, que começaram a ser discutidos hoje (26), nos seminários, mesas de diálogos e oficinas.
Integrando ainda as mais de 50 atividades, também entraram as questões: “A Selva em Alerta: o acordo energético Brasil X Peru”, “Escolas e comunidades na luta contra o trabalho escravo”, “Integração dos povos latino-americanos e Pan-amazônicos”, Hoje também foi feito o lançamento da campanha “América Latina uma Região de Paz – Fora Bases Militares Estrangeiras”.
De acordo com Rubia Maduro, integrante do Comitê Local do Fórum e coordenadora do setor de Comunicação, Cultura e Economia Solidária, uma das principais discussões será sobre a construção de barragens e hidrelétricas na região, assunto que vem sendo bastante discutido pela comunidade local.
“Nós do Fórum, como movimento social, defendemos o meio ambiente. Queremos sensibilizar o governo para ter cuidado e não prejudicar as comunidades que vivem nos entornos dos rios e os municípios que serão afetados”, destacou.
Dentro deste contexto será realizado na manhã de domingo (28), o “Encontro dos 4 rios”, que serão afetados pelas barragens. Segundo Rubia, este momento reunirá centenas de representantes dos movimentos de cada rio: o Teles Pires, Tapajós, Madeira e Xingu, e também dos municípios que devem ser atingidos.
“O objetivo é fortalecer ainda mais este movimento contra as barragens. É importante lembrar que ainda não existe uma autorização legal do Ibama para a construção da obra”, explicou. “Acreditamos que existam outras alternativas que sejam auto-sustentáveis”, completou.
Ela também comentou que a expectativa é que as discussões mais intensas aconteçam na tenda Mãe Terra. Além dos momentos de debate, também acontecem momentos culturais, com destaque para a manifestação indígena. Na parte externa do Parque das Cidades estará acontecendo a Feira de Economia Solidária.
A Assembleia Geral e a apresentação do documento final encerram o Fórum, na segunda-feira (29). Rubia adiantou que na terça-feira (30) haverá uma reunião do Comitê Internacional, que reúne a cúpula dos países participantes.
Para acompanhar o V FSPA, acesse: http://www.forumsocialpanamazonico.org/
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Nota: ao publicar em meio impresso, favor citar a fonte e enviar cópia para: Caixa Postal 131 – CEP 60.001-970 – Fortaleza – Ceará – Brasil

Chega de violência contra a mulher!

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Texto: Tatiana Félix (Jormalista da Adital)

          Casamentos forçados, mutilação genital, abuso e violência sexual, alvo do tráfico de pessoas para exploração sexual, agressões verbais, morais e físicas. Estas são algumas das situações vividas por mulheres, desde meninas até a idade adulta, em vários países, continentes e culturas. Para a Anistia Internacional a causa para essa violência é única: a simples discriminação por ser Mulher!
          Por causa desta realidade geral e de casos específicos como o das três irmãs Mirabal, ativistas políticas da República Dominicana, que foram assassinadas por ordem do então governo autoritário de Rafael Trujillo, em 1961, é que a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu, em 1999, o Dia Internacional da eliminação da violência contra a mulher, celebrado em 25 de novembro.
          A data é uma oportunidade para que organizações sociais, movimentos e demais entidades em todo o planeta realizem atos para dizer Não à Violência de gênero e conscientizar a população sobre esta violação – e porque não perseguição – de direitos.
          Para a Agência das Nações Unidas para educação, ciência e cultura, Unesco, a violência contra mulheres já atingiu “proporções epidêmicas”, uma vez que já foi constatado que uma em cada três mulheres no mundo, já foi vítima de agressão física, de maus tratos ou manteve relações sexuais forçadas. A diretora geral da Unesco, Irina Botoava, declarou que este tipo de violência é uma “violação inadmissível” dos direitos e liberdades fundamentais das mulheres.
          Para celebrar a data neste ano, a Unesco elaborou uma semana de eventos em diversos países. Na França, país sede da agência, haverá uma conferência com a temática “A mulher, a água e o desenvolvimento sustentável na África”.
          No Chile, a Anistia Internacional convocou os meios de comunicação do país para participarem do ato público “Os direitos das mulheres são direitos humanos”, que aconteceu na República com Salvador Sanfuentes, no Metrô República. Durante o ato público foram realizadas mesas de discussão abordando temas como violência intrafamiliar, mulheres em conflitos armados, direitos sexuais e reprodutivos e a situação das mulheres migrantes.
          Estima-se que 35% das mulheres chilenas sofram violência dentro da família e, a cada semana, pelo menos uma delas é assassinada por seus companheiros ou ex-companheiros. Já no México, a violência contra as mulheres, entre 15 e 44 anos, tem causado mais mortes e deficiências do que o câncer, a malária, os acidentes automobilísticos e a guerra juntos, segundo estimou o Banco Mundial.
          A diretora do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher, Unifem, para o México, América Central, Cuba e República Dominicana, Ana Güezmez García, afirmou que, de 135 países sem guerra, o México encabeça a lista em matéria de feminicídios.
          No Brasil, o Dia Internacional da eliminação da violência contra a mulher será celebrado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), do Governo Federal, na cidade de Salvador, na Bahia. Segundo dados da instituição, o serviço especializado para mulheres no país aumentou em 161%, nos últimos 7 anos, mas, ainda são poucos os serviços de responsabilização e educação do agressor, com apenas 12 unidades para atender todo o país.
          Para ressaltar a maneira como as mulheres são tratadas, a diretora da Unifem recordou que dois terços da população analfabeta no planeta, é composta por mulheres. Elas ainda fazem parte dos 70% de pessoas que sobrevivem com menos de um dólar por dia. A população feminina também recebe uma remuneração de 20 à 50% menor que a dos homens, e são também as mulheres os principais alvos do tráfico de seres humanos, representando 79% das vítimas deste crime.

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