PNUD apoia debate para construção dos indicadores de direitos humanos no Brasil

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Fonte: Boletim Famaliá / Culturas populares e tradicionais

          A iniciativa brasileira para construção do Sistema Nacional de Indicadores de Direitos Humanos deu mais um importante passo na última sexta-feira (10/02), com uma das primeiras oficina dedicadas à discussão dos atributos que devem caracterizar os direitos fundamentais, em conformidade com a metodologia das Nações Unidas.
          Representantes dos governos federal e estaduais e de organismos que trabalham com a temática dos direitos humanos participaram do encontro, em Brasília, promovido no âmbito do projeto Informações em Direitos Humanos: Identificando Potenciais e Construindo Indicadores. O projeto foi desenvolvido pela Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República em parceria com Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), entre outra agências.
          De acordo com o Coordenador Geral de Informação e Indicadores em Direitos Humanos da SDH, Jorge Teles, a ideia dos encontros é definir os indicadores coletivamente e a partir de diversos olhares, de forma que eles expressem a realidade social do país sob a perspectiva dos direitos humanos.
          “Os indicadores que surgirão dessa série de encontros – o próximo será nos dias 29 e 30 de março – e discussões virtuais ficarão disponíveis para serem usados em pesquisas e por grupos de defesa dos direitos humanos, para que eles acompanhem a evolução do tema de forma mais concreta e para que cobrem do Estado uma reação quando os índices não forem satisfatórios”, completou Teles.

Lideranças indígenas do Rio Negro promovem reencontro em São Gabriel da Cachoeira (AM)

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          Durante três dias, cerca de 50 lideranças históricas do chamado “movimento indígena do Rio Negro” deram depoimentos retrospectivos, construíram uma linha do tempo e debateram alternativas para a geração de renda.
          O reencontro aconteceu entre os dias 7 e 9 de fevereiro, no auditório da Diocese de S. Gabriel da Cachoeira, no noroeste amazônico, e teve a coordenação de Domingos Barreto, tukano, ex-presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) e atualmente na Funai regional e André Fernando, baniwa, ex-diretor da Foirn e atual vice-prefeito de São Gabriel.
          O I Encontro dos Povos Indígenas do Rio Negro teve como tema “Aperfeiçoando as estratégias e garantindo identidade indígena no Desenvolvimento Regional Sustentável” e ao final, foi aprovado um documento com orientações gerais endereçado à Foirn – organização que representa os interesses dos povos indígenas da região há 25 anos e que terá uma assembléia eletiva no final do ano. Leia aqui o documento na íntegra.

Fonte:
http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=3502

Escola Tukano Yupuri forma primeira turma no ensino médio

Imagem: Socioambiental
Chamada de Yepa Bahuari Mahsã, que em português significa gente da transformação, a turma tem 16 alunos das etnias Tukano e Desana. Da mesma forma que algumas escolas indígenas do Alto Rio Negro, a Tukano Yupuri baseia o ensino diferenciado em pesquisas, focadas nos conhecimentos tradicionais desses povos e no seu cotidiano. A Escola Indígena Tukano Yupuri, localizada na comunidade São José I, no Médio Rio Tiquié, realizou na maloca Mahsiorîwi, nos dias 18, 19, 20 de novembro de 2011, a formatura de sua primeira turma de alunos do ensino médio. Os 16 formandos, pertencentes às etnias Tukano e Desana, vêm das comunidades de São José I e II, Santa Luzia, Santa Rosa (no Rio Castanha) e Boca da Estrada. A turma foi acompanhada durante.