XVI Encontro Nacional de Didática e Práticas de Ensino

Imagem extraída do Google
TEMA GERAL:
DIDÁTICA E PRÁTICAS DE ENSINO: COMPROMISSO COM A ESCOLA PÚBLICA, LAICA, GRATUITA E DE QUALIDADE.
XVI ENDIPE

Período: 23 a 26 de julho de 2012
Limite de vagas: 2.500 Vagas.
Local: Faculdade de Educação da UNICAMP. Campinas/SP

       A escola, como instituição social, cumpre uma função que lhe é específica, qual seja, a de assegurar a formação educativa escolar para todas as crianças, jovens e adultos do país. Sua trajetória mostra conquistas, como a ampliação do atendimento a quase todas as crianças em idade escolar, ao mesmo tempo em que evidencia enormes problemas, como a sonegação do ensino público, com qualidade, para boa parte da população que nela está inserida.
       As políticas educacionais implementadas nos últimos vinte anos acabaram por impor às escolas um excessivo controle, que tem dificultado sua organização a partir de projetos político-pedagógicos próprios e emanados do trabalho coletivo de sua comunidade. Em decorrência, estão perdendo a possibilidade de se recriar frente às novas demandas sociais, padecendo com a imposição curricular praticada em várias redes de ensino, com as múltiplas avaliações externas (que privilegiam resultados em detrimento de processos educacionais), com a precarização e intensificação do trabalho dos professores, entre outros aspectos. Toda essa situação caminha no sentido do esmagamento de possíveis projetos institucionais e pedagógicos com identidade própria, causando o empobrecimento das práticas docentes e a deterioração da qualidade da formação disponibilizada aos alunos.
A escola pública pede socorro!
Nós educadores que ainda acreditamos numa sociedade que se torne justa e solidária pela socialização e partilha de saberes, de conhecimentos e de valores, estamos convocados a responder a esse grito de alerta. Nunca é demais perguntar: que sociedade queremos para os brasileiros das gerações futuras? Sem medo de pieguice, podemos afirmar que essa sociedade está sendo tecida nos espaços/tempos da escola pública!
É por isso que o momento atual requer o compromisso de todos os setores da sociedade, principalmente o dos educadores, em favor da escola pública, criando possibilidades para o enfrentamento de seus problemas, de modo a fazer cumprir sua função social de assegurar aprendizagens enriquecedoras a todos os alunos, ampliando a perspectiva de direitos, garantida no plano legal.
O XVI ENDIPE coloca em destaque essa problemática e convoca os educadores para refletirem, a partir dos retratos da nossa escola, sobre o que nos cabe como docentes, bem como o que se impõe à Didática e às Práticas de Ensino das diferentes áreas do conhecimento e o que pode se renovar por meio de nossas ações.
Desde sua criação, no início dos anos 1980, os ENDIPEs constituem espaço privilegiado para a apresentação e o debate de pesquisas, estudos e experiências que buscam responder questões emergentes da educação brasileira. Tendo por tema geral: DIDÁTICA E PRÁTICAS DE ENSINO: COMPROMISSO COM A ESCOLA PÚBLICA, LAICA, GRATUITA E DE QUALIDADE – o XVI ENDIPE se propõe a ser um espaço de articulação de trabalhos que, ao considerarem o ensino como prática social e com base nos campos teórico e disciplinar da Didática e das Práticas de Ensino, indiquem caminhos e perspectivas teóricas, metodológicas e políticas para a superação dos entraves que geram cada vez mais uma desigualdade social, a partir da sonegação do ensino de qualidade, como direito de todos que passaram a ter acesso à escolaridade.

Eixos Temáticos
1.   Políticas educacionais e impactos na escola e na sala de aula
Subtemas:
1.1 Currículo Interdisciplinar e Projeto Político-Pedagógico; escola de nove anos, escola em ciclos e a avaliação – desdobramentos para a Didática e para as Práticas de Ensino no cotidiano escolar
1.2 Didática e Práticas de Ensino: diversidade cultural e desigualdade social e os impactos à Didática e às Práticas de Ensino no cotidiano escolar
1.3 Didática e Práticas de Ensino e Temas da Contemporaneidade
1.4 A Didática e as Práticas de Ensino: Diálogo de Saberes

2.   Políticas de Formação Inicial e Continuada de professores
Subtemas:
2.1 A Didática e as Práticas de Ensino como campos disciplinares na formação de professores
2.2 A Didática e as Práticas de Ensino e as condições de trabalho docente
2.3 Programas de Formação de Professores: entre concepções, propostas e experiências
2.4 Programas de Formação de Professores a Distância: entre concepções, propostas e experiências

3.   Didática e práticas de ensino na realidade escolar contemporânea: constatações, análises e proposições
Subtemas:
3.1 Interferências da relação público/privado na vida da escola: repercussões para o ensino, a aprendizagem e a gestão.
3.2 Didática e Práticas de Ensino e as Tecnologias de Informação e Comunicação e seus impactos no cotidiano das práticas pedagógicas e de ensino
3.3  Gestão da Escola, do Currículo, do Projeto Político-Pedagógico nos Diferentes Níveis de Ensino: repercussões na qualidade do ensino e da aprendizagem.
3.4 Práticas Pedagógicas: propostas de melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem

Período de inscrição de trabalhos
PRÉ-INSCRIÇÃO GRÁTIS – www.endipe2012.com.br
05/12/2011 até 29/02/2012

Do Anjo nosso de cada dia

Foto: Ana Ines
Eu fico com a pureza da resposta das crianças.
É a vida, é a vida …” (Gonzaguinha)
Na tentativa de escrever alguma coisa acerca dos Anjos, me deixei levar pela fantasia e desse modo não percebi, como deveria, as várias faces da realidade que compõe os seres angelicais.
Não é só na época do Natal que os anjos aparecem e distendem suas asas e derramam sua luz sobre todos nós. Os seres angelicais podem circular por qualquer lugar e hora, em qualquer dia da semana. Eles são seres livres, embora muitas vezes caiam nas armadilhas que criamos e por abrirem sem restrições as suas asas para nos acolher, acabam aprisionados no nosso egoísmo; na nossa falta de discernimento, na nossa ânsia de consumismo que, mesmo sem perceber, criamos em meio à inveja, à desatenção, ao desrespeito, ao desamor, à banalização. Cheguei até a alimentar a ideia de que os anjos podem ficar num cantinho de sala, como se fora um objeto decorativo. Mas como ele pode cumprir seu papel de Anjo se limitarmos seus movimentos? Na verdade, eles gostam de circular, de marcar sua presença no meio da rua, num viaduto, debaixo duma árvore, em cima de um prédio, numa estrada deserta,  nos arquivos de um computador, num papel de parede, na cozinha, no banheiro, nos jardins, nas escolas, nas casas, nos hospitais, nas prisões, nas igrejas, nas feiras livres, nos transportes coletivos, numa tirolesa, no bagageiro de uma bicicleta. Em qualquer lugar e hora os anjos nos acompanham infinitos em sua luz; Mensageiros; Repletos de energia divina; Justos; Divertidos; Amorosos; Protetores.
Que esta legião de anjos do bem continuem nos acompanhando todos os dias, todas as noites, a cada minuto, em 2012 e sempre; anjos semelhantes a estes que eu espero estar sempre por perto ao longo da minha vida:
Domingo: que o Anjo da Infinita Luz nos guarde, nos proteja; que seja nosso guerreiro e com a sua espada poderosa e flamejante nos livre de todo mal.
Segunda feira: que o Anjo Mensageiro nos traga sempre boas notícias e que em nossa relações com os outros Ele nos cubra de harmonia, paz e alegria.
Terça feira: que o Anjo da Energia Divina nos dê força e coragem para seguir lutando. Que nos ajude a combater os momentos de fraqueza com firmeza e determinação.
Quarta feira: que o Anjo da Cura ilumine nossa alma e com a sua proteção nos livre de todos os males que impedem a nossa evolução espiritual e material.
Quinta feira: que o Anjo da Justiça Divina nos dê inspiração para usar com discernimento  as palavras escritas ou faladas e todo ensinamento  vindo de Cristo e  dos seres celestiais.
Sexta feira: que o Anjo do Amor traga equilíbrio às nossas emoções; que a harmonia se instale em nossa alma; que o Amor habite para sempre em nossos corações.
         Sábado: que o Anjo da Proteção ajude-nos a cumprir a nossa missão segundo a vontade de Deus e desse modo marcarmos positivamente a nossa passagem na terra.
Brasília/DF, verão de 2011
Graça Graúna (indígena potiguara/RN)

Já nasceu Deus-Menino!!!

 
Entardecer no Ibirapuera. Imagem extraída do Google.

Às vésperas do Natal estive no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, numa tarde de domingo com muito sol para celebrar também o início do Verão. Poucas vezes vi o céu de São Paulo com um azul tão nítido e com mesclas amarelas cor de girassol, contrastando com o céu geralmente cinzento decorrente da poluição.

Ibirapuera. Imagem extraída do Google

 

Com o horário de verão o dia pareceu mais longo e as luzes que decoram a fonte do Parque Ibirapuera foram acesas tarde da noite ao som de belas canções, entre elas uma das mais conhecidas composições de John Lennon e Yoko Ono: “Happy Xmas” (http://letras.terra.com.br/john-lennon/#mais-acessadas/22568/).

 
Ibirapuera. Imagem extraída do Google

Na ocasião, centenas de pessoas se acotovelavam na grama para ver mais um espetáculo: a dança das águas e o arvoredo repleto de luz. Também chamou a atenção dos freqüentadores do parque e de todos que estavam ali pelo espírito natalino a grande árvore decorada com anjos, estrelas, sinos e caixas de presente com grandes laços e outros enfeites.  A cada ano que passa, essa árvore surpreende com o seu tamanho os visitantes de várias partes do mundo.

 

Ibirapuera. Imagem extraída do Google

Dois dias antes da festividade em torno do nascimento do Menino-Deus, eu e parte da minha família vimos e ouvimos no Eixo Monumental de Brasília (DF) o coral da cidade que brindou a todos com uma das Bachianas de Heitor Villa-Lobos. Na tão esperada Noite de Natal, nós nos reunimos e agradecemos ao Altíssimo a oportunidade de estarmos juntos, mais uma vez, ainda que uma parte de cada um de nós esteja cumprindo seu ritmo em outras partes do mundo: Pernambuco, Natal (RN), Paraíba, Rio de Janeiro, São Paulo, Barcelona (Espanha).

 
Fonte luminosa do Eixo Monumental/DF. Imagem extraída do Google

E a propósito da mescla cultural em que estamos inseridos, aproveito o momento para encerrar esta reflexão com um pensamento indígena. Nesta perspectiva, tomo a liberdade de compartilhar a mensagem natalina que outros indígenas e eu recebemos do parente Ely da etnia Macuxi (Roraima): “O tempo do Natal é um bom momento para renovarmos nossas esperanças e fortalecer nossa fé num mundo mais justo, mais humano e fraterno para todos. Um bom momento para agradecer o apoio e generosidade de sua amizade e companheirismo. Que o bom Deus, neste Natal, conceda muitas bençãos, saúde e paz para você e sua família.

Que Ñanderu nos acolha, onde quer que a gente esteja.

Que 2012 seja de muita alegria, justiça e prosperidade!

Brasília/DF, verão de 2011

Graça Graúna (indígena potiguara/RN)