Literatura: diversidade étnica e outras questões indígenas

Amigos(as):

Agrada-me informar  a publicação do meu artigo “Literatura: Diversidade Étnica e outras Questões Indígenas” na Revista Todas as Musas. Em tempo, tomo a liberdade de compartilhar o Editoral do n. 2, referente a jan/jun de 2014:

Editorial 
“Cultiva a Tua Diferença” 
Vergílio Ferreira 
A nossa revista chega ao seu décimo volume trazendo corajosamente um dos temas mais importantes, e controversos, das relações sociais contemporâneas. Um assunto tão premente não poderia passar despercebido por artistas e escritores e, da mesma forma, não poderia deixar de ser discutido pelos nossos professores e pesquisadores. O dossiê desta edição tratará da Diversidade étnica, psicobiológica e de gênero na literatura e nas artes, por meio de trabalhos de pesquisadores com muita experiência no assunto. Em especial, os editores querem agradecer aos professores Jorge Caê Rodrigues, Carlos Henrique Bento, Jose Adriano da Silva Alves e Graça GraúnaEm nossa seção de artigos, os diálogos entre as artes, marca de nascença da revista, estão presentes em diversos trabalhos. Temos ainda um leque amplo para a leitura que vai desde a polêmica figura de Gregório de Matos até a poesia no ciberespaço, passando por Maupassant, Graciliano Ramos e pela recente best-seller americana, Kathryn Stockett. A seção de resenhas traz dicas excelentes para a leitura de professores e de interessados pela literatura de Paulo Mendes Campos e pelo sempre presente Mikhail Bakhtin. Mais uma vez, a revista se mantém aberta para debates e questionamentos por meio de seu endereço eletrônico. A todos, uma boa leitura. Os editores. 

A revista traz muitas leituras importantes acerca de diversidade e cultura. Espero que compartilhem a leitura e expressem também opiniões. Obrigada, muito obrigada mesmo pela atenção.

Saudações literárias,
Graça Graúna

Um poema de Mario Benedetti

Imagem extraída do Google
 
          às vezes sou
manancial entre pedras
e outras vezes uma árvore
com as últimas folhas
mas hoje me sinto apenas
como lagoa insone
como um porto
já sem embarcações
uma lagoa verde
imóvel e paciente
conformada com suas algas
seus musgos e seus peixes
sereno em minha confiança
acreditando que em uma tarde
te aproximes e te olhes
te olhes ao olhar-me.
Mario Benedetti

Mandela, para sempre!

Dores d’África (*)
Eh, meu pai!
Em vez de prantos
é melhor que cantemos.
Eh, meu pai!
É melhor que cantemos
a dor contínua
a solidária luta
de poetas-bantos
contra a tirania
Graça Graúna. Canto mestizo. Maricá/RJ: Blocos, 1999, p. 49.
(*)No início da década de 90 escrevi este poema, que foi publicado pela Editora Blocos em 1999; no mesmo ano em que Mandela terminou seu mandato de presidente da África do Sul. Em 5 de dezembro de 2013, o mundo ficou mais pobre; a paz está de luto, mas enquanto houver poesia haverá esperança de um mundo mais justo. Caminhemos na luta pelos Direitos Humanos, inspirados na trajetória de Mandela!
Nordeste do Brasil, 7. Dez. 2013.
Graça Graúna (indígena potiguara/RN)