Espanha concede Prêmio ao Conselho Indígena de Roraima

Fontes: Terra e Boletim Famaliá / Culturas populares e tradicionais
Data: 7 de fev. 2012

          O Conselho Indígena de Roraima (CIR) recebeu nesta terça-feira o Prêmio Bartolomé de las Casas, concedido pelo Ministério das Relações Exteriores da Espanha e a Casa de América, por mais de 30 anos de trabalho em favor dos povos indígenas desse estado.
          A Secretaria de Estado de Cooperação Internacional e para região ibero-americana do Ministério das Relações Exteriores espanhol e a Casa de América destacaram o trabalho feito pela entidade “nas áreas de saúde e educação, utilizando como ferramentas a associação e a autogestão”.
Por unanimidade, o júri ressaltou o esforço do CIR para envolver as comunidades indígenas em sua autogestão e promover a coparticipação dos organismos do Estado no desenvolvimento dos povos.
          Com mais de 30 anos de história, o CIR é uma das organizações indígenas mais reconhecidas do país. Representa dez dessas comunidades de Roraima, cuja população é estimada em 50 mil pessoas, e desempenha importante papel político na defesa dos direitos dos índios nacional e internacionalmente.
          Entre os projetos que o CIR desenvolve atualmente estão o de capacitação de membros de comunidades indígenas como agentes de saúde e a criação da escola Surumu, que estimula a autonomia dos povos indígenas.
          Concedido desde 1991, o Prêmio Bartolomé de las Casas tem como objetivo reconhecer o trabalho em prol do entendimento e a harmonia entre os povos indígenas, além da proteção de seus direitos e o respeito pelos seus valores.
          O prêmio tem o nome do frei dominicano e cronista Bartolomé de las Casas (1484-1566), símbolo da defesa dos direitos dos índios e é dotado e US$ 65,6 mil e uma medalha com sua imagem.

PNUD apoia debate para construção dos indicadores de direitos humanos no Brasil

Imagem: Dhnet

Fonte: Boletim Famaliá / Culturas populares e tradicionais

          A iniciativa brasileira para construção do Sistema Nacional de Indicadores de Direitos Humanos deu mais um importante passo na última sexta-feira (10/02), com uma das primeiras oficina dedicadas à discussão dos atributos que devem caracterizar os direitos fundamentais, em conformidade com a metodologia das Nações Unidas.
          Representantes dos governos federal e estaduais e de organismos que trabalham com a temática dos direitos humanos participaram do encontro, em Brasília, promovido no âmbito do projeto Informações em Direitos Humanos: Identificando Potenciais e Construindo Indicadores. O projeto foi desenvolvido pela Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República em parceria com Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), entre outra agências.
          De acordo com o Coordenador Geral de Informação e Indicadores em Direitos Humanos da SDH, Jorge Teles, a ideia dos encontros é definir os indicadores coletivamente e a partir de diversos olhares, de forma que eles expressem a realidade social do país sob a perspectiva dos direitos humanos.
          “Os indicadores que surgirão dessa série de encontros – o próximo será nos dias 29 e 30 de março – e discussões virtuais ficarão disponíveis para serem usados em pesquisas e por grupos de defesa dos direitos humanos, para que eles acompanhem a evolução do tema de forma mais concreta e para que cobrem do Estado uma reação quando os índices não forem satisfatórios”, completou Teles.

Lideranças indígenas do Rio Negro promovem reencontro em São Gabriel da Cachoeira (AM)

Imagem: Isa
          Durante três dias, cerca de 50 lideranças históricas do chamado “movimento indígena do Rio Negro” deram depoimentos retrospectivos, construíram uma linha do tempo e debateram alternativas para a geração de renda.
          O reencontro aconteceu entre os dias 7 e 9 de fevereiro, no auditório da Diocese de S. Gabriel da Cachoeira, no noroeste amazônico, e teve a coordenação de Domingos Barreto, tukano, ex-presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) e atualmente na Funai regional e André Fernando, baniwa, ex-diretor da Foirn e atual vice-prefeito de São Gabriel.
          O I Encontro dos Povos Indígenas do Rio Negro teve como tema “Aperfeiçoando as estratégias e garantindo identidade indígena no Desenvolvimento Regional Sustentável” e ao final, foi aprovado um documento com orientações gerais endereçado à Foirn – organização que representa os interesses dos povos indígenas da região há 25 anos e que terá uma assembléia eletiva no final do ano. Leia aqui o documento na íntegra.

Fonte:
http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=3502