Escola Tukano Yupuri forma primeira turma no ensino médio

Imagem: Socioambiental
Chamada de Yepa Bahuari Mahsã, que em português significa gente da transformação, a turma tem 16 alunos das etnias Tukano e Desana. Da mesma forma que algumas escolas indígenas do Alto Rio Negro, a Tukano Yupuri baseia o ensino diferenciado em pesquisas, focadas nos conhecimentos tradicionais desses povos e no seu cotidiano. A Escola Indígena Tukano Yupuri, localizada na comunidade São José I, no Médio Rio Tiquié, realizou na maloca Mahsiorîwi, nos dias 18, 19, 20 de novembro de 2011, a formatura de sua primeira turma de alunos do ensino médio. Os 16 formandos, pertencentes às etnias Tukano e Desana, vêm das comunidades de São José I e II, Santa Luzia, Santa Rosa (no Rio Castanha) e Boca da Estrada. A turma foi acompanhada durante.

XVI Encontro Nacional de Didática e Práticas de Ensino

Imagem extraída do Google
TEMA GERAL:
DIDÁTICA E PRÁTICAS DE ENSINO: COMPROMISSO COM A ESCOLA PÚBLICA, LAICA, GRATUITA E DE QUALIDADE.
XVI ENDIPE

Período: 23 a 26 de julho de 2012
Limite de vagas: 2.500 Vagas.
Local: Faculdade de Educação da UNICAMP. Campinas/SP

       A escola, como instituição social, cumpre uma função que lhe é específica, qual seja, a de assegurar a formação educativa escolar para todas as crianças, jovens e adultos do país. Sua trajetória mostra conquistas, como a ampliação do atendimento a quase todas as crianças em idade escolar, ao mesmo tempo em que evidencia enormes problemas, como a sonegação do ensino público, com qualidade, para boa parte da população que nela está inserida.
       As políticas educacionais implementadas nos últimos vinte anos acabaram por impor às escolas um excessivo controle, que tem dificultado sua organização a partir de projetos político-pedagógicos próprios e emanados do trabalho coletivo de sua comunidade. Em decorrência, estão perdendo a possibilidade de se recriar frente às novas demandas sociais, padecendo com a imposição curricular praticada em várias redes de ensino, com as múltiplas avaliações externas (que privilegiam resultados em detrimento de processos educacionais), com a precarização e intensificação do trabalho dos professores, entre outros aspectos. Toda essa situação caminha no sentido do esmagamento de possíveis projetos institucionais e pedagógicos com identidade própria, causando o empobrecimento das práticas docentes e a deterioração da qualidade da formação disponibilizada aos alunos.
A escola pública pede socorro!
Nós educadores que ainda acreditamos numa sociedade que se torne justa e solidária pela socialização e partilha de saberes, de conhecimentos e de valores, estamos convocados a responder a esse grito de alerta. Nunca é demais perguntar: que sociedade queremos para os brasileiros das gerações futuras? Sem medo de pieguice, podemos afirmar que essa sociedade está sendo tecida nos espaços/tempos da escola pública!
É por isso que o momento atual requer o compromisso de todos os setores da sociedade, principalmente o dos educadores, em favor da escola pública, criando possibilidades para o enfrentamento de seus problemas, de modo a fazer cumprir sua função social de assegurar aprendizagens enriquecedoras a todos os alunos, ampliando a perspectiva de direitos, garantida no plano legal.
O XVI ENDIPE coloca em destaque essa problemática e convoca os educadores para refletirem, a partir dos retratos da nossa escola, sobre o que nos cabe como docentes, bem como o que se impõe à Didática e às Práticas de Ensino das diferentes áreas do conhecimento e o que pode se renovar por meio de nossas ações.
Desde sua criação, no início dos anos 1980, os ENDIPEs constituem espaço privilegiado para a apresentação e o debate de pesquisas, estudos e experiências que buscam responder questões emergentes da educação brasileira. Tendo por tema geral: DIDÁTICA E PRÁTICAS DE ENSINO: COMPROMISSO COM A ESCOLA PÚBLICA, LAICA, GRATUITA E DE QUALIDADE – o XVI ENDIPE se propõe a ser um espaço de articulação de trabalhos que, ao considerarem o ensino como prática social e com base nos campos teórico e disciplinar da Didática e das Práticas de Ensino, indiquem caminhos e perspectivas teóricas, metodológicas e políticas para a superação dos entraves que geram cada vez mais uma desigualdade social, a partir da sonegação do ensino de qualidade, como direito de todos que passaram a ter acesso à escolaridade.

Eixos Temáticos
1.   Políticas educacionais e impactos na escola e na sala de aula
Subtemas:
1.1 Currículo Interdisciplinar e Projeto Político-Pedagógico; escola de nove anos, escola em ciclos e a avaliação – desdobramentos para a Didática e para as Práticas de Ensino no cotidiano escolar
1.2 Didática e Práticas de Ensino: diversidade cultural e desigualdade social e os impactos à Didática e às Práticas de Ensino no cotidiano escolar
1.3 Didática e Práticas de Ensino e Temas da Contemporaneidade
1.4 A Didática e as Práticas de Ensino: Diálogo de Saberes

2.   Políticas de Formação Inicial e Continuada de professores
Subtemas:
2.1 A Didática e as Práticas de Ensino como campos disciplinares na formação de professores
2.2 A Didática e as Práticas de Ensino e as condições de trabalho docente
2.3 Programas de Formação de Professores: entre concepções, propostas e experiências
2.4 Programas de Formação de Professores a Distância: entre concepções, propostas e experiências

3.   Didática e práticas de ensino na realidade escolar contemporânea: constatações, análises e proposições
Subtemas:
3.1 Interferências da relação público/privado na vida da escola: repercussões para o ensino, a aprendizagem e a gestão.
3.2 Didática e Práticas de Ensino e as Tecnologias de Informação e Comunicação e seus impactos no cotidiano das práticas pedagógicas e de ensino
3.3  Gestão da Escola, do Currículo, do Projeto Político-Pedagógico nos Diferentes Níveis de Ensino: repercussões na qualidade do ensino e da aprendizagem.
3.4 Práticas Pedagógicas: propostas de melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem

Período de inscrição de trabalhos
PRÉ-INSCRIÇÃO GRÁTIS – www.endipe2012.com.br
05/12/2011 até 29/02/2012

Bonecas Karajá: patrimônio cultural brasileiro

Imagem extraaída do MEC/Portal do professor
Foi aprovado pelo Conselho Consultivo, em Brasília, o mais novo patrimônio cultural brasileiro.
          As Bonecas Karajá acabam de entrar para a lista dos bens registrados como Patrimônio Cultural Brasileiro. Nesta quarta-feira, 25, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, reunido em Brasília, aprovou o Ofício e os Modos de Fazer essas obras de arte, que, além de serem uma referência cultural nas aldeias indígenas, representam, muitas vezes, a única fonte de renda das famílias.
          O conselho, formado por 22 especialistas de diversas áreas, é presidido por Luiz Fernando de Almeida, presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), entidade vinculada ao Ministério da Cultura.  Todos os processos de tombamento e registro são avaliados pelo conselho.          A proposta referente às bonecas Karajá foi apresentada ao Iphan pelas lideranças indígenas das aldeias Buridina e Bdè-Burè, localizadas em Aruanã, Goiás – GO, e das aldeias Santa Isabel do Morro, Watau e Werebia, localizadas na Ilha do Bananal, Tocantins – TO, com anuência de membros das aldeias Buridina, Bdè-Burè e Santa Isabel do Morro.

Bens protegidos
          O registro foi comemorado. Luiz Fernando de Almeida, por exemplo, que preside o Iphan, ressaltou o  trabalho do órgão de ampliar o número de bens protegidos em todo o país e de alterar a interpretação do que é patrimônio cultural. Para ele, o registro do Ofício e dos Modos de Fazer as Bonecas Karajá “representa uma dimensão de reconhecimento como patrimônio a cultura de comunidades indígenas, como o povo Karajá, ainda pouco conhecida, mas que é fundamental dentro do processo de formação do nós somos do povo brasileiro”.
          O projeto Bonecas Karajá: Arte, Memória e Identidade Indígena no Araguaia foi iniciado em 2009 e vem sendo supervisionado pelo Departamento de Patrimônio Imaterial – DPI/Iphan e coordenado pela Superintendência do Iphan em Goiás, que privilegiou o estudo dos aspectos imateriais das bonecas Karajá. As pesquisas para identificar e documentar o ofício, os modos de fazer e as formas de expressão que envolvem a produção das bonecas Karajá foram realizadas com a comunidade nas aldeias Buridina Mahãdu e Bdé-Buré, em Aruanã – GO, e da aldeia de Santa Isabel do Morro, ou Hawalò Mahãdu, na Ilha do Bananal – TO.
          Com o Registro, o Iphan quer estimular a produção das bonecas entre as mulheres Karajá, possibilitando o crescimento das condições de autonomia das ceramistas frente às demandas externas e, ainda, fortalecer os mecanismos de reafirmação da identidade Karajá.
 Fonte: Ascom/Iphan