ABL abre seu Seminário Brasil, brasis de 2012 com o tema "O índio no Brasil contemporâneo"

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A Academia Brasileira de Letras abriu sua série de Seminários Brasil, brasis de 2012 com o tema O índio no Brasil contemporâneo, propondo debater a autonomia indígena numa sociedade em transformação. A coordenação foi do Acadêmico Domício Proença Filho, Primeiro-Secretário da ABL. Os palestrantes foram os professores Graça Graúna, de origem potiguara, e José Ribamar Bessa Freire. O evento aconteceu no dia 26 de abril, quinta-feira, às 17:30h, no Teatro R. Magalhães Jr., 280 lugares, na sede da  ABL, na Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro.

O debate envolveu acadêmicos, os professores convidados e personalidades ligadas ao tema. A proposta foi responder a questões como a história e a cultura indígenas no país; o que significa ser razoavelmente integrado, tratando-se do índio; a literatura indígena contemporânea; quantos e atualmente e quem são os índios brasileiros; o trabalho da Funai; e outros assuntos relacionados.

O Seminário Brasil, brasis, com entrada franca e transmissão ao vivo pelo Portal da ABL, tem patrocínio do Bradesco.
Saiba mais
Graça Graúna é escritora, educadora com graduação, bacharelado, especialização, mestrado e doutorado em Letras, pela Universidade Federal de Pernambuco. Fez pós-doutorado na Umesp, em Literatura, Educação e Direitos indígenas. Também é professora adjunta concursada da Universidade de Pernambuco. Entre os livros que publicou estão Direitos humanos em movimento (organizadora); Criaturas de Nanderu (narrativa infantojuvenil); e os livros de poemas Tear da palavra; Tecituras da terra; e Canto mestiço. Participa ainda de antologias poéticas no Brasil e no exterior.
Professor normalista pelo Instituto de Educação do Amazonas, José Ribamar Bessa Freire é graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Fez especialização em Sociologie du Développement pelo IRFED, França, onde cursou também doutorado em História na Sociologie du Développement. Obteve o título de doutor em Letras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente é professor de Pós-Graduação em Memória Social da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNI-Rio), onde orienta pesquisas de doutorado e mestrado, e da Faculdade de Educação da UERJ, onde coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas. Escreveu e organizou uma série de livros, entre os quais: Rio Babel – A história das línguas amazônicas; Línguas gerais – Política linguística e catequese na América do Sul no período colonial; e A Amazônia no período colonial; além de capítulos de livros e artigos em revistas especializadas no Brasil e no exterior.
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Fonte: Assessiria da ABL

Literatura indígena e meio ambiente: rumo à Rio + 20

9º. ENCONTRO DOS ESCRITORES E ARTISTAS INDÍGENAS
Literatura indígena e meio ambiente: rumo à Rio + 20
          “Não somos donos da Teia da Vida”. Um debate sobre o papel da literatura indígena na formação da consciência ambiental na sociedade brasileira.  Presença de representantes de diferentes povos indígenas brasileiros: Desana, Guarani, Krenak, Macuxi, Maraguá, Munduruku, Piratapuia, Potiguara, Saterê-Mawé, Terena, Tukano, Umutina, Wapichana.
         A Literatura Indígena tem tido um importante papel na difusão do pensamento ancestral dos povos nativos apresentando à sociedade brasileira a intrínseca relação destas sociedades com o cuidado com seu meio ambiente. Através do livro e da literatura, a escrita indígena tem demonstrado que esta relação não é apenas de cunho filosófico, mas existencial apresentando, inclusive, alternativas possíveis para a sustentabilidade do planeta. Nesta edição, queremos trazer este olhar indígena sobre o meio ambiente, mostrando como a literatura escrita por autores indígenas pode auxiliar o Brasil e o mundo a interagir com o planeta que é nossa casa comum.
MANHÃ
 Ritual de abertura: Parte externa Mesa de abertura:
FNLIJ, IC&A, NEARIN, INBRAPI
          Grupo UM – “Não somos donos da teia da vida, mas um de seus fios” [Alimentar o espírito ] Esta mesa tem como objetivo apresentar o pensamento indígena sobre o meio ambiente tendo como foco a relação espiritual que mantém com a natureza. Facilitadores: Ailton Krenak, Eliane Potiguara, Caime Waissé, Moura Tukano, Marcos Terena.
          Grupo DOIS – “O que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra”. [Alimentar o corpo] A mesa pretende mostrar como a literatura indígena pode ser um importante instrumento na conscientização da sociedade brasileira sobre seu papel na preservação do meio ambiente tendo como foco a arte indígena. Facilitadores: Ely Macuxi, Yaguare Yamã, Uziel Guayné, Jayder Macuxi e Álvaro Tukano.
          Grupo TRÊS – “A terra não pertence ao homem. O homem à terra pertence. Não foi o homem que teceu a trama da vida. Ao contrário, foi por ela tecido”. [Alimentar a mente] Este grupo terá como objetivo alimentar a mente dos presentes através da contação de histórias que são repetidas exaustivamente para marcar a mente das crianças e jovens no processo de sua formação. Facilitadores: Graça Graúna, Edson Kayapó, Roni Wasiry, Olívio Jekupé,  Jaime Dessano, Rosi Whaikon e Carlos Tiago
 TARDE
          Grande roda de conversa Na parte da tarde os grupos se encontrarão para um bate-papo síntese onde prepararão alguma resolução para apresentar ao comitê RIO +20. Mesa de encerramento Sorteio de livros e outros objetos
Realização: Apoio:
FNLIJ
INBRAPI
INTITUTO UK’A
INSTITUTO C&A
NEARIN