Traspassa o eterno
circuito da vida
na janela do poema
Graça Graúna. Tessituras da terra. Belo Horizonte: M.E. Edições Alternativas, 2001, p. 33.
“…tempo de verão fazia poeira…”
os sonhos se multiplicaram
e o flamboiã ganhou tamanho
igual ao pé de feijão
(quase tocando o céu)
em meio a uma infinda
ciranda de fantasias.
Brotava uma luz
no rosto da velha senhora.
Agora,
as folhas de outono
cobrem o terraço de silêncio.
Graça Graúna. Estações. In: Terra Latina: antologia internacional. Curitiba/PR: Editora Zeni Leal /Abrali, 2005, p.124.