"TERRA PROTEGIDA"
— Apib Oficial (@ApibOficial) August 24, 2021
Mais de 6.000 indígenas e 173 povos estão descendo a esplanada dos ministérios nesse momento em direção ao STF para a realização de uma vigĺia contra o Marco Temporal. Eles e elas carregam placas de autodemarcação de seus territórios!
📸: Alass Derivas pic.twitter.com/SS3ARYhUxq
Povos indígenas na contínua luta pela vida

Na Esplanada dos Ministérios, em Brasília/DF, o Acampamento Terra Livre (ATL) reuniu seis mil indígenas de várias regiões do Brasil. Desde o dia 22 de agosto de 2021, milhares de indígenas permanecem na luta pelos seus direitos.

É intensa a vigília pela sobrevivência, pela Demarcação da Terra e contra o marco temporal em que os povos originários só podem reivindicar as terras estabelecidas antes da promulgação constitucional de 5 de outubro de 1988. Esse “marco temporal” só incentiva as atividades do garimpo (Cf, Correio Brasiliense, 24/08/21).

Lideranças do acampamento “Luta pela vida” entregaram uma carta com mais de 160 mil assinaturas contra o marco temporal. A carta foi assinada por juristas, artísticas, acadêmicos e diversas personalidades que pediram proteção para os povos indígenas; esperando “que a Corte faça prevalecer o Estado de Direito” (Cf. Correio Brasiliense).

Em nota a imprensa, a Apib (Articulação dos povos indígenas do Brasil) denuncia “o agravamento das violências contra os povos originários dentro e fora dos territórios tradicionais”. Na programação do movimento indígena estão previstas plenárias, agendas políticas em órgãos do Governo Federal e embaixadas, marchas e manifestações públicas (Cf. Correio Brasiliense).
No Jornal o Estadão, em 24/08/21, o advogado indígena Eloy Terena, coordenador jurídico da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), adverte sobre os efeitos que teria para os povos indígenas uma decisão favorável ao marco temporal: “O efeito vai ser nefasto, porque vai inviabilizar a demarcação das terras que ainda não estão regularizadas e vai abrir possibilidade jurídica para questionar terras já consolidadas”, afirma. “O efeito não é só na demarcação porque a interpretação que se quer dar ao marco temporal é de abrir esses territórios à exploração mineral e também ao agronegócio nas terras indígenas.” Conferir as informações em: (https://www.bol.uol.com.br/noticias/2021/08/24/marco-temporal-poe-em-xeque-demarcacao-de-mais-de-300-terras-indigenas.htm?cmpid=copiaecola)
Obs: As imagens foram extraídas do Google, com créditos para: CNN, Isto é, C. Brasiliense, Cimi, Estadão.
Povos originários: a luta continua
[Com licença: compartilhando notícia divulgada pelo CIMI, sobre marco temporal e demarcação de terras indígenas.]