Américas: Anistia Internacional apela à proteção dos povos indígenas

Capa do Relatório. Imagem extraída do Google

Fonte: Inforpress/Lusa
Lisboa, 05 Ago (Inforpress) – A Amnistia Internacional alertou hoje os governos americanos que não podem pôr em causa os direitos dos povos indígenas por causa de projetos de desenvolvimento, um aleta que pretendeu antecipar o Dia Internacional dos povos Indígenas.
“As persistentes violações dos direitos humanos dos povos indígenas por toda a América são alarmantes”, afirmou, em comunicado, a diretora da Amnistia Internacional para as Américas, Susan Lee.
Para antecipar o Dia Internacional dos Povos Indígenas, que se assinala a 09 de agosto, a organização decidiu lançar um apelo aos governos do continente americano para que deixem de dar prioridade aos projetos de desenvolvimento, quando estes implicarem a violação dos direitos dos povos indígenas.
“Nas Américas, os povos indígenas são vistos como um obstáculo no caminho dos interesses comerciais. São ameaçados, perseguidos, vítimas de desalojamentos forçados e mortos, quando o objetivo é explorar os recursos naturais das áreas onde vivem”, criticou.
Susan Lee lamentou que vários países, nomeadamente Argentina, Brasil, Canadá, Colômbia, Equador, Guatemala, México, Panamá e Peru, não tenham “consultado os povos indígenas antes de aprovarem leis que ameaçam os seus meios de subsistência” e “põem em causa” a sua liberdade.
“O desenvolvimento económico não pode depender do sacrifício dos direitos dos povos indígenas. Todos os países das Américas subscreveram a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas”, lembrou.

Dia Internacional dos Povos Indígenas.

 Imagem extraída do Google
Parentes, amigos e guerreiros!
Dia 09 de Agosto é comemorado o Dia Internacional dos Povos Indígenas.
Essa data diferentemente do dia 19 de Abril, foi uma conquista dos Povos Indígenas do mundo todo. É o dia em que há mais de vinte anos, chegou pela primeira vez, um Índio para reclamar seus direitos na sede da ONU na Suiça.
Vamos nós brasileiros lembrar que o Dia do Índio não pode ser uma concessão do Estado Brasileiro ou do branco, mas uma data onde possamos realmente refletir os mais de 500 anos de opressão e os novos desafios da modernidade, as crises ambientais, a pobreza que começa a cercar nossas aldeias e o futuro da nossa juventude que quer ir para a Universidade, quer Emprego, quer Celular, Computador, Futebol… etc…
A comemoração é porque somos os verdadeiros donos da Terra. Não vamos deixar que esse dia se reduza a inauguração de exposição ou uma saudação governamental…
No Brasil éramos donos de tudo, mas diante da miséria do homem branco aceitamos primeiros os portugueses, os africanos, os holandeses, os franceses e agora, árabes, judeus, asiáticos e outros povos que vivem com qualidade de vida e paz que não tinham em suas terras.
Nós Povos Indígenas somos fortes, mas temos que aprender a usar essa força para nossa autonomia economica (gestão territorial), afirmação da identidade cultural e respeito ao Grande Espírito e a Mãe Terra.
Vamos mostrar isso e compartilhar isso com o Brasil do sonho indígena onde o respeito é mútuo e a dignidade é de todos!
Marcos Terena
Coordenador Indigena – RIO+20

M.MARCOS TERENA
Nota: Tomo a liberdade de publicar, aqui, o texto a cima que  foi enviado por Marcos Terena a todos(as) integrataes  do grupo de Escritores indígenas e do qual também faço parte. 
Que Ñanderu nos acolha. Graça Graúna

A importância de saberes ancestrais na conservação de bosques

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Reunião indígena destaca importância de saberes ancestrais na conservação de bosques
Camila Queiroz – Jornalista da ADITAL
Entre os dias 15 e 18 de agosto, a Coordenadoria das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (Coica) realizará a I Reunião Regional Amazônica, na cidade de Manaus, capital do Amazonas, Brasil. Com o tema “Saberes ancestrais, povos e vida plena em harmonia com os bosques”, o encontro celebra ainda a escolha de 2011, pela Organização das Nações Unidas (ONU), como o Ano Internacional dos Bosques.
Segundo convocatória da Coica, o evento tem como objetivo principal “estabelecer alianças estratégicas para a conservação e uso sustentável dos bosques desde os saberes ancestrais dos povos Indígenas Amazônicos” e promover troca de experiências sobre o tema. Para tanto, reunirá povos indígenas, governos, organismos internacionais e sociedade civil do Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela, que participarão de atos públicos, painéis e mesas temáticas.
Entre os temas privilegiados na reunião estão crise climática; financiamentos de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD+); aplicação do Convênio 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que prevê consultas aos povos indígenas com relação a projetos que intervenham sócio-ambientalmente em seus territórios; autonomia, gestão e conservação dos territórios indígenas, bem como estratégias de comunicação e educação contra a crise climática, a partir da consolidação da Rede de Comunicadores Amazônicos.
Além disso, os povos indígenas se prepararão para eventos internacionais relacionados ao meio ambiente, como Rio+20 (Brasil, 2012); Conferência das Partes das Nações Unidas para o Clima (COP 17), que ocorrerá neste ano, na África do Sul; Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica das Nações Unidas (COP 11/CDB), a ser realizada em outubro de 2012; e o Congresso Mundial da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), marcado para setembro de 2012, na Coreia do Sul.
“Os povos indígenas (…) cremos que é necessário unir esforços na luta para salvar este espaço vital para a estabilidade do clima global mediante a conscientização nacional, regional e internacional, estabelecendo acordos e consensos que promovam a conservação e o desenvolvimento sustentável dos bosques”, enfatiza a Coica.
Durante o encontro, haverá três atos públicos. O primeiro será realizado no dia 15, a partir das 10 horas, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas. No dia seguinte, os indígenas prestarão solidariedade às comunidades atingidas pelo projeto hidrelétrico de Belo Monte. A partir das 16 horas, haverá ato conjunto com o Movimento Xingu Vivo, cuja palavra de ordem “Não ao ‘belomonstro” será entoada por indígenas, artistas e intelectuais de diversas partes do mundo.
No dia 18, mais uma manifestação na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas marcará o fechamento da I Reunião Regional Amazônica. Logo depois, haverá entrevista coletiva para expor os resultados do encontro.
As inscrições para a reunião prosseguem até o próximo dia 10 e podem ser feitas no site da Coica: http://www.coica.org.ec/.