Funai não libera índia para ir à ONU fazer críticas a Belo Monte

Azelene Kaingang – foto extraída do Google
A Funai impediu o afastamento de uma socióloga indígena que iria a um encontro da ONU, no qual criticaria a usina hidrelétrica de Belo Monte, a ser construída no rio Xingu (PA). Azelene Kaingáng, filha de indígenas e funcionária da Funai em Chapecó (SC), falaria, nos dias 17 e 19 deste mês, no 10o Fórum Permanente da ONU sobre Questões Indígenas, em Nova York (Estados Unidos). Azelene foi a todas as edições, com as despesas pagas por ONGs. Em todas as outras vezes, a Funai permitiu seu afastamento da função para a viagem. Desta vez, não. Se viajasse sem permissão, ela poderia sofrer processo administrativo e acabar demitida. Em memorando, a Funai afirmou que mandará outros dois funcionários ao fórum, e que não é do “interesse da administração pública a participação de outros servidores” – FSP, 14/5, Mercado, p.B10.
Fonte: Instituto Socioambiental (ISA)

Índios serão atendidos por pajés em hospital do Rio Grande do Sul

Imagem extraída do Google

Os índios mbyá-guarani de São Miguel das Missões serão atendidos pelos médicos e também pelos pajés da tribo no Hospital São Miguel Arcanjo, principal casa de saúde do município do noroeste do Rio Grande do Sul.
O acordo entre a comunidade, representada pelo cacique Ariel Ortega, e o diretor da Associação Hospitalar São Miguel Arcanjo, Inácio Müller, foi assinado no fim de abril, a pedido do Ministério Público Federal.
Segundo a crença guarani, a medicina tradicional do homem branco não é suficiente para tratar todos os males, porque é mais voltada para o corpo do que para o espírito. O hospital destinou uma sala com banheiro privativo e espaço para três leitos, na qual é permitido o uso de cachimbo e eventuais manifestações sonoras do ritual, ao contrário do restante das dependências, onde se proíbe o fumo e se recomenda silêncio.  
Fonte:   Elder Ogliari | Agência Estado –  sex, 13 de mai de 201

Miséria atinge mais crianças, indígenas e nordestinos

Imagem: Divulgação/Ministério da Cultura, 2010
Aplicando a linha de miséria oficial do país, divulgada na semana passada pelo governo federal, os dados do Censo 2010 do IBGE mostram que os grupos mais vulneráveis são as crianças, os indígenas e os moradores de Estados do Nordeste. De acordo com critérios do governo, quem vive abaixo da linha de miséria tem renda média domiciliar per capita de até R$ 70. Com base nesse recorte, o IBGE divulgou ontem tabelas que dividem a população por cor ou raça, sexo, idade e condições de domicílio. Na análise por cor ou raça, a maior proporção de miseráveis está entre a população que se autodeclara indígena: 40%. A taxa é bastante superior à verificada nos demais grupos: 12% (pardos), 10% (pretos), 9% (amarelos) e 5% (brancos). Outro dado significativo é a maior incidência de miséria entre crianças – FSP, 11/5, Poder, p.A9.
Fonte: Instituto Socioambiental – www.socioambiental.org