Indígena-poesia

Imagem: Circuito Mato Grosso

INDIGIANIDADE

Ser ou não Ser? Eis a poesia indígena criando um diálogo entre os escritores indígenas e o público, desde estudantes, até o mais apaixonado pelas artes da poesia e do teatro. O tema proposto é uma das leituras dos poemas de Eliane Potiguara, Carlos Tiago e Graça Graúna, que gritam a identidade do índio brasileiro. Indigianidade é um chamado em busca de resgatar e manter viva a ancestralidade do ser indígena, enfim do povo brasileiro. No teatro do SESC Arsenal nesta quarta, dia 25/08

INFO: (65) 3611 0550 ou 3616-6991
Fonte: http://www.circuitomt.com.br/impresso/caderno_dois/78

IV Fórum Social das Américas

Ilustração: Pavel Egüez (Cf. Adital)
A partir do dia 11 de agosto, Assunção, no Paraguai, acolherá o IV Fórum Social Américas (FSA). O evento, que segue até domingo (15), aguarda cerca de 10 mil participantes, entre eles membros de organizações da sociedade civil, movimentos sociais, além de defensores/as de direitos humanos de todas as partes do mundo, para se engajarem em debates, conferências, atividades do movimento sindical e momentos culturais.
O FSA é um dos múltiplos eventos integrantes do Fórum Social Mundial (FSM), que neste ano completou 10 anos de realização. Seu objetivo é, assim como os demais encontros realizados durante este ano, reunir organizações e movimentos sociais na busca e construção de “um outro mundo possível”.
Um dos objetivos do Fórum é “intensificar a reflexão, realizar um debate democrático de ideias, elaborar propostas, estabelecer um livre intercâmbio de experiências e articular ações eficazes por parte das entidades e dos movimentos da sociedade civil que se oponham ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital ou por qualquer forma de imperialismo”.
Para cumprir com estes objetivos, serão realizadas diversas atividades, entre elas está o painel central “América Latina frente à crise global: ameaças e alternativas”, a ser realizado no dia 12; o painel “Nossos desafios como movimentos: tempos de mudanças e de resistências”, que acontece no dia 13; e a conferência central “Soberanias e integração: Nossa América está a caminho”, prevista para o dia 14.
Está prevista ainda a realização de atividades autogestionadas, que são propostas e organizadas pelas entidades de mulheres, campesinas, ambientais, movimentos por justiça e paz, de trabalhadores, indígenas, frentes populares, além de vários outros grupos participantes do Fórum.
Nesta edição, as atividades do Fórum estarão baseadas nos eixos:
1) Alcances e desafios dos processos de mudança no hemisfério: pós-neoliberalismo, integração, socialismos, Bem Viver / Viver Bem e mudanças civilizatórias;
2) Estratégias de militarização e dominação imperial, e alternativas de resistência dos povos;
3) Defesa e transformação das condições e modos de vida frente ao capitalismo depredador. A Soberania Alimentar como núcleo de novos equilíbrios de vida;
4) As disputas hegemônicas: comunicação, culturas, conhecimentos, educação;
5) Povos e nacionalidades indígenas originárias e afrodescendentes: o desafio da plurinacionalidade; 6. Memória e justiça histórica. Além destes, o FSA terá como eixos transversais: Igualdade de Gênero e Diversidades.
O IV Fórum Social Américas terá início com uma grande marcha, que partirá do Conselho Nacional de Esportes e será encerrada no Centro Cultural El Cabildo com um ato político cultural no final da tarde.
Evento de interesse nacional
No início desta semana, o governo paraguaio declarou o Fórum Social Américas como de interesse nacional. A formulação desta proposta aconteceu mediante o decreto 4841, que esclarece que é de interesse do Poder Executivo “aprofundar a reflexão, o debate democrático de ideias e a formulação de programas”. De acordo com a Direção Geral de Informação da Presidência, o Governo também apoia “o intercâmbio livre de experiências e a articulação de projetos que confluam na construção de uma sociedade pluralistas”.

Mais informações sobre o FSA no site http://www.forosocialamericas.org/

* Texto: Natasha Pitts (Jornalista da Adital)

Dia Internacional dos Povos Indígenas

Mulheres indígenas dançam o toré
Imagem: Ufal

Com Audiência Pública “o Dia Internacional dos Povos Indígenas será comemorado em Pernambuco na próxima terça-feira (09), às 9h, com audiência pública na Assembléia Legislativa de Pernambuco (ALEPE). O objetivo principal do ato político é chamar atenção da sociedade para as violações dos direitos indígenas como a criminalização de lideranças, dificuldade na homologação das terras tradicionais e descumprimento das leis que garantem uma educação indígena diferenciada. Lideranças, políticos e ativistas aproveitam o evento para fazer uma panfletagem informando a sociedade das violações constantes a que sofrem os índios no Estado.

Cerca de 50 índios das etnias Tuxá (Inajá), Kapinawá (Ibimirim/Inajá), Atikum (Salqueiro/Carnaubeira da Penha), Pipipã (Floresta), Pankará (Carnaubeira da Penha), Truká (Cabrobó), Pakararu (Jatobá/Petrolândia/Tacaratu), Kambiwá (Ibimirim/Inajá)), Fulni-ô (Águas Belas) e Xukuru (Pesqueira/Poção) vêm do interior do Estado participar do evento que conta com o apoio do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme), Comissão de Professores Indígenas de Pernambuco (COPIPE), Associação Nacional de Ação Indigenista (ANAI) e Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF).
O Dia Internacional dos Povos Indígenas foi instituída pela Organização das Nações Unidas – ONU no ano de 1993, quando também foi definida a Década Internacional dos Povos Indígenas (1994 a 2004). Em 20 de dezembro de 2004, através da resolução 59/174, a assembléia da ONU aprovou o segundo decênio dos povos indígenas (2005-2014). A data, 9 de agosto, é uma referência ao primeiro dia em que se reuniu o Grupo de Trabalho sobre Populações Indígenas da Subcomissão de Prevenção de Discriminação e Proteção às Minorias da ONU, em 1982.
Diagnóstico – No estado de Pernambuco tem-se uma população de aproximadamente 40 mil indígenas e uma diversidade de 11 etnias, de forma que essa omissão na defesa e garantia dos direitos indígenas, presentes na Constituição Federal e na Convenção 169 da OIT, tem favorecido a violação de Direitos Humanos essenciais à existência de um país multicultural e pluriétnico. O que tem propiciado um Estado de violência e impunidade. “
Fonte: Cimi – Regional Nordeste