A presença indígena no Mérito Cultural

Em 1995, o Ministério da Cultura criou a Ordem do Mérito Cultural que trata do reconhecimento do Governo Federal a personalidades, grupos artísticos, iniciativas e instituições que se destacam por suas contribuições à Cultura Brasileira.
Há 15 anos, mais precisamente, o Dia Nacional da Cultura (5 de novembro) marca essa cerimônia. Desde a sua criação, já foram entregues mais de 400 condecorações a personalidades nacionais e estrangeiras. O local das condecorações é o Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Em 2010, duas mulheres indígenas se destacam entre as personalidades nacionais. Elas atuam no campo dos direitos humanos, especificamente no que se refere aos direitos dos povos indígenas:
Azelene Inácio Kaingáng – natural de Carreteiro, terra indígena localizada no Rio Grande do Sul, formou-se socióloga, e sua luta em defesa dos povos indígenas lhe rendeu, entre outros, o Prêmio Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República, em 2006.
foto 1: Azelene Kaingang
Joênia Wapixana – da aldeia indígena Wapixana (RO). Aos oito anos, mudou-se com a mãe para Boa Vista, onde passou a frequentar a escola. Não falava bem o português e tinha dificuldade de acompanhar as aulas. Em 1997, tornou-se a primeira advogada indígena do Brasil. É conhecida por sua atuação na demarcação da Reserva Indígena Raposa Serra do Sol e considerada uma das lideranças populares mais respeitadas no país.
foto 2: Joênia Wapixana
Ao longo da história do Mérito Cultural, a presença indígena vem contribuindo para a reflexão acerca da diversidade cultural que caracteriza o nosso país. Desse modo, foi homenageado o Povo Panará (indígenas do Mato Grosso e do Pará), em 2004 (veja foto 3, abaixo):
foto 4: Daniel Munduruku
A condecoração em 2006 foi para o escritor indígena Daniel Munduruku e o Ailton Krenak (embaixador indígena), em 2008. Com essas homenagens, a Ordem do Mérito Cultural abre uma janela para que a sociedade perceba uma realidade que, em geral, o brasileiro desconhece; pois há mais de 500 anos os governantes vêm criando barreiras no processo de inclusão da cultura e da história indígena nas escolas.

 foto 5: Ailton Krenak
A homenagem do mérito cultural aos povos indígenas e mais a Lei 11645/08 são uma forma de abraçar a cultura do outro.  Isto significa uma grande mudança e um passo a mais no reconhecimento dos povos indígenas na condição de primeiros habitantes do nosso país e a sua relevante contribuição para à formação, à cultura e à história brasileira.

Graça Graúna  (indígena potiguaraRN)
Nordeste do Brasil, 3.dez.2010

Crédito das imagens:

Foto 1:
Foto 2:
Foto 3:
Foto 4:
Foto 5:

Mais um selo de reconhecimento

Recebi da poetamiga Leila Miccolis (http://leilamiccolis.blogspot.com/) o selo “Blog de Ouro”. É grande a minha alegria pela boa lembrança que Leila tem de mim. Faço uso das palavras de Leila para sublinhar o seguinte: “como esta gentileza pode (e deve) ser estendida para dez outros blogs, ei-los indicados abaixo, esperando que vocês os visitem também, porque todos são ótima leitura”:

1) Acontecimentos – Antonio Cícero
http://antoniocicero.blogspot.com/

2) Benny Franklin
http://poesiabeat.blogspot.com/
3) Carlos Brandão – Poesia Crônica
http://poesiacronica.blogspot.com/
4) Cintia Thomé
http://www.olhosdefolhacintiathome.blogspot.com/
5) Espelunca – Ademir Assunção
http://zonabranca.blog.uol.com.br/
6) Falares – Saramar
http://flanarfalares.blogspot.com/
7) Hideraldo Montenegro
http://hideraldo.montenegro.zip.net/
8) Longitudes – Nydia Bonetti
http://nydiabonetti.blogspot.com/
9)Poesia sim – Lau Siqueira
http://poesia-sim-poesia.blogspot.com/
10) Sonia Brandão
http://passaroimpossivel.blogspot.com/

Selo Presença Literária 2010

Inspirada na obra “Livros“, de Van Gogh, criei o Selo Presença Literária 2010 para registrar minha grande admiração e gratidão as pessoas que expressam a difícil arte do dialogar por meio da literatura. É um selo humilde, mas o criei de coração.  No momento oportuno informarei os nomes dos contemplados.
Paz em Ñanderu,
Nordeste do Brasil, 21 de junho de 2010.
Graça Graúna