Ciranda poética na praça ao povo da Bahia – II

 
          Quando meus alunos e eu saímos da UPE/Garanhuns (no dia 16 de março – à noite)  rumo à Salvador (BA), o propósito foi chegar à Praça Castro Alves. E chegamos! Pegamos quase 30 horas de estrada (somando ida e volta) no ônibus da Universidade; varamos a madrugada desejosos de alcançar os nossos sonhos. E alcançamos! Foi bonito e poético ver de perto a realidade da Bahia de Castro, de Gregório de Matos, de Jorge Amado de todos os santos nomes que fazem parte da nossa vida de argilas pensantes.
Assunção, Almirante Águia, Yã, Ademário e eu.
  
Poeta Almirante Águia
Assunção

          Qual arapongas errantes, distendemos nossas asas e os nossos sonhos sobrevoaram por Salvador. Foi bonito ver bem de perto um grupo de poetas acompanhando as arapongas errantes no Mercado Modelo, no Elevador Lacerda, no Pelourinho, pelas ruas de cima e pelas ruas de baixo, saudando o alegre e guerreiro povo da Bahia. Isto só foi possivel porque tivemos o largo abraço, a voz e a alma condoreira dos poetamigos que nos receberam. 

          A ciranda poética que fizemos na praça de Castro Alves foi o nosso jeito nordestinado de demonstrar a todos que nos acolheram o nosso abraço paranambucano e eterno agradecimento.
Participaram do recital na praça:
Ademario Ribeiro
Ailton Silva & Guerra
Douglas de Almeida
Edgar Velame
Edmilson Baraúnas
Francisco Assunção
Jorge Mello
Graça Graúna
Ivan Maia
Lílian Carneiro
Marcos Peralta
Alunos(as) do V período de Letras da UPE

“…essa ciranda quem me deu foi Lia que mora na Ilha de Itamaracá”…
Ivan Maia
O aluno Pedro lê um poema de Castro Alves
Ademario Ribeiro
Alunos da UPE
Poetas Douglas Almeida e Marcos Peralta
Edmilson Baraúnas
Lilian Carneiro
Ademario, Natalina e eu
Douglas e Ademario
Edgar Velame
Edmilson baraúnas e poetamigos
Alunos da UPE, eu, Ivan maia e Almirante Águia
Poeta Almirante Águia
GGraúna
  Os versos que seguem fazem parte do poema “Murmúrios da tarde”, de Castro Alves. Versos que sugerem o nosso estado de alma diante da bela paisagem que presenciamos ao pé da estátua do poeta maior da Bahia:
“Ontem à tarde, quando o sol morria,
A natureza era um poema santo,
De cada moita a escuridão saia,
De cada gruta rebentava um canto,
Ontem à tarde, quando o sol morria.
Do céu azul na profundeza escura.
(…)
E a verde pluma dos sutis palmares
Tinha das ondas o murmúrio vago…
Larga harmonia embalsamava os ares.
Era dos seres a harmonia imensa,
Vago concerto de saudade infinda!
‘Sol — não me deixes’, diz a vaga extensa.”
As fotos (autoria de Natalina B. Ribeiro e Yã B. Ribeiro) ilustram a nossa estada relâmpago na Bahia de Castro, na Bahia de Todos os Santos, na Bahia que acolheu o nosso cantar de arapongas errantes. E foi assim durante o dia, em meio ao profundo azul do céu e um mar de poesia. 
Até a volta e sempre, 
Graça Graúna (indígena potiguara/RN)

Nota: para saber mais, acesse:

Dilma escolhe demógrafa para a Funai

Fonte  Claidio Angelo e Andreia Sadi (Folha de São paulo)
Marta do Amaral Azevedo, que trabalhou com educação e saúde reprodutiva da mulher indígena, substituirá Márcio Meira Nova presidente deve ser nomeada até o final do mês e terá desafios, como questões fundiárias e usinas
 A demógrafa Marta do Amaral Azevedo, professora da Unicamp, será a primeira mulher a presidir a Funai (Fundação Nacional do Índio). Sua nomeação está prevista para o fim do mês.
Ela substituirá o antropólogo paraense Márcio Meira, que pediu para sair após um mandato de cinco anos -o mais longo da história do órgão indigenista.
Meira disse à Folha que decidiu sair após ter sido convidado para assumir outra função no governo (ele não diz qual, mas afirma que ficará em Brasília). “Já cumpri minha missão institucional. Completei um ciclo”, afirma o presidente da Funai
Azevedo, próxima do PT, foi escolhida pelo ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) com ajuda do próprio Meira.
Entidades ligadas à política indigenista e organizações indígenas não foram consultadas sobre a troca, o que motivou uma carta de protesto na semana passada da Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) à presidente Dilma Rousseff.
“Não é nada pessoal, mas os índios reivindicaram participar do processo”, disse o assessor político da Apib, Paulino Montejo.
Formada em ciências sociais pela USP, com doutorado em demografia na Unicamp, Marta Azevedo trabalhou no ISA (Instituto Socioambiental), no alto rio Negro, com educação e saúde reprodutiva da mulher indígena.
DESAFIOS
A demógrafa assume a Funai num momento em que o Brasil é repreendido por organismos internacionais pelo que militantes veem como um atropelo aos direitos indígenas, na construção da hidrelétrica de Belo Monte.
O governo tem planos de outras hidrelétricas na Amazônia que afetam terras indígenas, como a de São Manuel, entre Mato Grosso e Pará – um problema para a próxima presidente resolver.
“O governo tem pouca sensibilidade à questão indígena, e há uma série de investidas contra os indígenas”, diz André Villas-Bôas, antropólogo do ISA e ex-colaborador de Azevedo.
Ele cita a PEC-215, uma proposta de emenda à Constituição que tira do Executivo a prerrogativa de demarcar terras indígenas.
“A Marta é uma pessoa digna, mas, se o governo continuar mantendo a mesma postura, ela pode cair em isolamento”, diz Villas-Bôas.
Outro problema é o conflito fundiário nas terras guaranis, em Mato Grosso do Sul.
Nos últimos dois anos a Funai identificou cerca de 30 terras que poderiam ser devolvidas a índios, que vivem confinados, mas não avançou na retirada dos fazendeiros.
A futura presidente conhece a situação de perto: ela estudou os suicídios dos guaranis confinados nos anos 80.
Fonte: texto e imagem extraídos do site

Recital na Praça Castro Alves pelos direitos humanos

Pça. Castro Alves. Imagem extraída do Google
“Feliz da araponga errante
Que é livre, que livre voa!
Que é livre, que livre voa!
Para as bandas do seu ninho,
E nas braúnas à tarde
Canta longe do caminho”
(Castro Alves)
               O poetamigo Ademario Ribeiro é um dos articuladores do recital na Praça Castro Alves, no dia 17 de março, pela manhã, em Salvador. Porque a praça é do povo, lá, os meus alunos e eu (e quem mais chegar) nos encontraremos para refletir a estreita relação entre literatura e direitos humanos. Nesse encontro a grande homenageada é a poesia. Para reiterar a importância desse momento, transcrevo a matéria que o Ademario publicou no Blog “Pensamentações e suas fronteiras”. Em tempo, convido a todos(as) para esse encontro da liberdade com a palavra porque somos livres e quem é livre voa.
Saudades libertárias,
Graça Graúna (indígena potiguara/RN)
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De Castro Alves aos Poetas do século XXI: a poesia engajada às lutas pela liberdade.

Poetas confirmados:

Ademario Ribeiro
Ailton Silva & Guerra
Douglas de Almeida
Francisco Assunção
Graça Graúna
Ivan Maia
José Carlos Capinan
Juvenal Teodoro Payayá

Historiando o porque deste Recital

          A professora Graça Graúna (GG)* da Universidade de Pernambuco (UPE), minha estimada amiga e mana de coração e ações, virá numa Excursão Garanhuns (PE) a Salvador, no dia 17 de março (sábado), com seus estudantes do V Período de Letras (turno da noite), tendo como objetivo conhecer em Salvador, a Praça Castro Alves, e ali – com a minha participação (Ademario Ribeiro) e com poetas por mim convidad@s (leia acima) fazermos um recital em homenagem ao poeta baiano, Castro Alves, autor de “Navio negreiro” entre outros poemas notáveis de sua safra. Será também, uma homenagem ao Dia Nacional da Poesia (14.03) e ao mesmo tempo, ouvirmos a poesia dos poetas convidados que são referência por seus poemas engajados à luta contra escravidão. Venha ouvir, ver e se contagiar com suas leituras, declamações e performances.
Abaixo, (GG) apresenta-nos o que motivou essa excursão, a qual faz parte do seu planejamento junto a (UPE) para a Disciplina de Literatura Brasileira I. Ei-la:
“Justificativa: com base no conteúdo da disciplina Literatura Brasileira I, a excursão Salvador é uma maneira de refletir os caminhos da poesia romântica no Brasil. Nesta perspectiva, cabe a poesia social de Castro Alves: poeta baiano cuja data do nascimento inspirou no Brasil a criação do dia Nacional da Poesia. Castro Alves nasceu em 14 de março de 1847 na fazenda Cabaceiras, interior da Bahia. Concluídos os estudos secundários no Ginásio Baiano, onde começou a escrever seus primeiros versos e ingressou, em 1862, na Faculdade de Direito do Recife, onde despertou  notoriedade por seu dom poético”.

Após o aludido evento, socializaremos aqui as fotos.