Seminário – Educação em direitos humanos: violação nunca mais

O Núcleo de Estudos e Pesquisas de Educação em Direitos Humanos, Diversidade e Cidadania-NEPEDH do Centro de Educação da UFPE, com apoio da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e da Secretaria de Educação de PE, realizará no dia 29 de março, em duas edições, na UFPE – Centro de Educação, o Seminário: EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS: VIOLAÇÕES NUNCA MAIS
O Seminário tem como objetivos: desenvolver a cultura de fortalecimento da democracia e educar para o respeito, ampliação e concretização dos direitos humanos. Essa atividade reveste-se de importância pela sua articulação com profissionais e estudantes de diferentes setores da sociedade, na luta pelo respeito integral à dignidade da pessoa, na preservação da Memória e a verdadeira História do nosso país.
PROGRAMAÇÃO:
SEMINÁRIO EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS: VIOLAÇÕES, NUNCA MAIS
Manhã
Local: UFPE – Auditório do Centro de Educação (Cidade Universitária-Recife)
Data: 29/03/2012
Horário: 8h:00 às 12h:00
8h:00- 9h:00 – Credenciamento
9h:00 – 12h:00
Abertura – Representantes: PROPESQ/UFPE; Direção do CE; Coordenação da PPGE; Coordenação do NEPEDH; SEE/PE
Vídeo – Ditadura Militar no Brasil
Mesa Redonda: A importância da educação para violações nunca mais
Expositores:
Sólon Viola – UNISINOS/RS – CNEDH-PR
Marcelo Santa Cruz – Vereador de Olinda
Debatedor: José Batista Neto-UFPE
Coordenação: Junot  Matos – UFPE e Marta Lima – SE/PE
Noite
Horário: 18h:00 às 22h:00
18h:00 – 19h:00 – Credenciamento
19h:00 – 22h:00
Abertura –  Representantes: PROPESQ/UFPE; Direção do CE; Coordenação da PPGE; Coordenação do NEPEDH; SEE/PE
Vídeo – Ditadura Militar no Brasil
Mesa Redonda: A importância da educação para violações nunca mais
Expositores:
Sólon Viola – UNISINOS/RS – CNEDH-PR
Socorro Ferraz – UFPE
Debatedor: Claudecir Barbosa da Silva – SDH/PR
Coordenação: Célia Costa – UFPE e Evanilson de Sá – SE/PE
INSCRIÇÕES  ATRAVÉS DO E-MAIL: nepedh.ufpe@gmail.com
Taxa de inscrição – 10,00 (dez reais)
Local de Pagamento: Centro de Educação – sala 40 (ala da pós-graduação) – Dias 21 e 22 de março
Horários: 9h:00 – 13h:00  e 18h:00 – 21h:00.
Para confirmação da inscrição  – os/as candidatos/as deverão preencher a ficha e e entregar no ato do pagamento da taxa.

Carta da Aldeia Bananal

Aldeia Bananal – Imagem extraída do Google
Nós povo indígena Terena da Terra Indígena TAUNAY/IPEGUE (Aldeia Imbirussú, Aldeia Água Branca, Aldeia Morrinho, Aldeia Lagoinha, Aldeia Bananal, Aldeia Ipegue), reunidos na aldeia Bananal,  juntamente com nossas lideranças, anciãos, movimento das mulheres, professores indígenas, acadêmicos indígenas e demais organizações,  em prol do desencadeamento da demarcação  de nosso território,  viemos em público expor:
1.   O estudo de identificação de nosso território encontra-se concluso e publicado, mas ate o momento não foi realizado pela FUNAI a etapa de finalização da demarcação. A demais o processo esta paralisado por ordem judicial que acatou pedido de suspensão da demarcação por parte dos proprietários rurais.
2.   Enquanto isso nossa terra esta ficando cada vez menor devido ao crescimento populacional, trazendo conseqüências de varias ordens, principalmente a questão da subsistência, meio ambiente, acarretando a dependência dos programas sociais. O extrativismo que antes era praticado por nós índios não atualmente não se pode realizar esta atividade, o que deixou de ser repassado a classe mais jovem. Na questão do meio ambiente existe a insuficiência de mananciais de água para praticar a pesca e também a caça, pois os rios e lagos aptos a práticas da pesca encontra-se dentro de fazendas que cercam nossa terra.
3.   A terra indígena encontra-se cercada de por propriedades rurais que desenvolvem atividades ligadas ao agronegócio,  propriedades rurais estas que dizem ser produtoras, mas entendemos que as mesmas não se preocupa com as questões ambientais.
4.   Somos vistos como um entrave para o desenvolvimento do agronegócio do pais, mas queremos aqui ressaltar que somos os guardiões do meio ambiente, onde por questões dessa natureza deveríamos ser compensados por isso.
5.   Quanto a questão da saúde a cada dia que passa em nossa aldeia esta cada vez mais pior, nossa comunidade esta sofrendo, com a fragilidade do órgão que trata da questão da saúde. Só para exemplificar, em menos de uma semana faleceram 04 pessoas vitimas de varias enfermidades, na Terra Indígena Taunay/Ipegue.
6.   Na área da educação, também temos sofrido com a falta de nossa autonomia, o descasso com nossos profissionais indígenas e tamanha que seus espaços em sala de aula não são garantidos, prevalecendo a contratação e indicação pelo viés político. O que deixa de ser respeitado nossa vontade que de poder ver as escolas todas composta por profissionais indígena.
Face a estas problemáticas o que  queremos e a garantia de nossos direitos de acesso a terra, uma vez que a hoje nos vivemos sobre forte pressão do agronegócio que se alastram ao entorno deste pequeno pedaço de terra. Terra esta que é insuficiente para garantirmos nossa sobrevivência, diante desta situação muitas famílias tem deixado nossa aldeia e partindo para as cidades onde estão localizadas os pólos industriais.
Deixamos claro que nosso movimento está forte e organizado pronto para lutarmos para a retomada de nossos territórios.
Aldeia Bananal, MS em 17 de março de 2012.

Ciranda poética na praça ao povo da Bahia – II

 
          Quando meus alunos e eu saímos da UPE/Garanhuns (no dia 16 de março – à noite)  rumo à Salvador (BA), o propósito foi chegar à Praça Castro Alves. E chegamos! Pegamos quase 30 horas de estrada (somando ida e volta) no ônibus da Universidade; varamos a madrugada desejosos de alcançar os nossos sonhos. E alcançamos! Foi bonito e poético ver de perto a realidade da Bahia de Castro, de Gregório de Matos, de Jorge Amado de todos os santos nomes que fazem parte da nossa vida de argilas pensantes.
Assunção, Almirante Águia, Yã, Ademário e eu.
  
Poeta Almirante Águia
Assunção

          Qual arapongas errantes, distendemos nossas asas e os nossos sonhos sobrevoaram por Salvador. Foi bonito ver bem de perto um grupo de poetas acompanhando as arapongas errantes no Mercado Modelo, no Elevador Lacerda, no Pelourinho, pelas ruas de cima e pelas ruas de baixo, saudando o alegre e guerreiro povo da Bahia. Isto só foi possivel porque tivemos o largo abraço, a voz e a alma condoreira dos poetamigos que nos receberam. 

          A ciranda poética que fizemos na praça de Castro Alves foi o nosso jeito nordestinado de demonstrar a todos que nos acolheram o nosso abraço paranambucano e eterno agradecimento.
Participaram do recital na praça:
Ademario Ribeiro
Ailton Silva & Guerra
Douglas de Almeida
Edgar Velame
Edmilson Baraúnas
Francisco Assunção
Jorge Mello
Graça Graúna
Ivan Maia
Lílian Carneiro
Marcos Peralta
Alunos(as) do V período de Letras da UPE

“…essa ciranda quem me deu foi Lia que mora na Ilha de Itamaracá”…
Ivan Maia
O aluno Pedro lê um poema de Castro Alves
Ademario Ribeiro
Alunos da UPE
Poetas Douglas Almeida e Marcos Peralta
Edmilson Baraúnas
Lilian Carneiro
Ademario, Natalina e eu
Douglas e Ademario
Edgar Velame
Edmilson baraúnas e poetamigos
Alunos da UPE, eu, Ivan maia e Almirante Águia
Poeta Almirante Águia
GGraúna
  Os versos que seguem fazem parte do poema “Murmúrios da tarde”, de Castro Alves. Versos que sugerem o nosso estado de alma diante da bela paisagem que presenciamos ao pé da estátua do poeta maior da Bahia:
“Ontem à tarde, quando o sol morria,
A natureza era um poema santo,
De cada moita a escuridão saia,
De cada gruta rebentava um canto,
Ontem à tarde, quando o sol morria.
Do céu azul na profundeza escura.
(…)
E a verde pluma dos sutis palmares
Tinha das ondas o murmúrio vago…
Larga harmonia embalsamava os ares.
Era dos seres a harmonia imensa,
Vago concerto de saudade infinda!
‘Sol — não me deixes’, diz a vaga extensa.”
As fotos (autoria de Natalina B. Ribeiro e Yã B. Ribeiro) ilustram a nossa estada relâmpago na Bahia de Castro, na Bahia de Todos os Santos, na Bahia que acolheu o nosso cantar de arapongas errantes. E foi assim durante o dia, em meio ao profundo azul do céu e um mar de poesia. 
Até a volta e sempre, 
Graça Graúna (indígena potiguara/RN)

Nota: para saber mais, acesse: