Dilma escolhe demógrafa para a Funai

Fonte  Claidio Angelo e Andreia Sadi (Folha de São paulo)
Marta do Amaral Azevedo, que trabalhou com educação e saúde reprodutiva da mulher indígena, substituirá Márcio Meira Nova presidente deve ser nomeada até o final do mês e terá desafios, como questões fundiárias e usinas
 A demógrafa Marta do Amaral Azevedo, professora da Unicamp, será a primeira mulher a presidir a Funai (Fundação Nacional do Índio). Sua nomeação está prevista para o fim do mês.
Ela substituirá o antropólogo paraense Márcio Meira, que pediu para sair após um mandato de cinco anos -o mais longo da história do órgão indigenista.
Meira disse à Folha que decidiu sair após ter sido convidado para assumir outra função no governo (ele não diz qual, mas afirma que ficará em Brasília). “Já cumpri minha missão institucional. Completei um ciclo”, afirma o presidente da Funai
Azevedo, próxima do PT, foi escolhida pelo ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) com ajuda do próprio Meira.
Entidades ligadas à política indigenista e organizações indígenas não foram consultadas sobre a troca, o que motivou uma carta de protesto na semana passada da Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) à presidente Dilma Rousseff.
“Não é nada pessoal, mas os índios reivindicaram participar do processo”, disse o assessor político da Apib, Paulino Montejo.
Formada em ciências sociais pela USP, com doutorado em demografia na Unicamp, Marta Azevedo trabalhou no ISA (Instituto Socioambiental), no alto rio Negro, com educação e saúde reprodutiva da mulher indígena.
DESAFIOS
A demógrafa assume a Funai num momento em que o Brasil é repreendido por organismos internacionais pelo que militantes veem como um atropelo aos direitos indígenas, na construção da hidrelétrica de Belo Monte.
O governo tem planos de outras hidrelétricas na Amazônia que afetam terras indígenas, como a de São Manuel, entre Mato Grosso e Pará – um problema para a próxima presidente resolver.
“O governo tem pouca sensibilidade à questão indígena, e há uma série de investidas contra os indígenas”, diz André Villas-Bôas, antropólogo do ISA e ex-colaborador de Azevedo.
Ele cita a PEC-215, uma proposta de emenda à Constituição que tira do Executivo a prerrogativa de demarcar terras indígenas.
“A Marta é uma pessoa digna, mas, se o governo continuar mantendo a mesma postura, ela pode cair em isolamento”, diz Villas-Bôas.
Outro problema é o conflito fundiário nas terras guaranis, em Mato Grosso do Sul.
Nos últimos dois anos a Funai identificou cerca de 30 terras que poderiam ser devolvidas a índios, que vivem confinados, mas não avançou na retirada dos fazendeiros.
A futura presidente conhece a situação de perto: ela estudou os suicídios dos guaranis confinados nos anos 80.
Fonte: texto e imagem extraídos do site

Recital na Praça Castro Alves pelos direitos humanos

Pça. Castro Alves. Imagem extraída do Google
“Feliz da araponga errante
Que é livre, que livre voa!
Que é livre, que livre voa!
Para as bandas do seu ninho,
E nas braúnas à tarde
Canta longe do caminho”
(Castro Alves)
               O poetamigo Ademario Ribeiro é um dos articuladores do recital na Praça Castro Alves, no dia 17 de março, pela manhã, em Salvador. Porque a praça é do povo, lá, os meus alunos e eu (e quem mais chegar) nos encontraremos para refletir a estreita relação entre literatura e direitos humanos. Nesse encontro a grande homenageada é a poesia. Para reiterar a importância desse momento, transcrevo a matéria que o Ademario publicou no Blog “Pensamentações e suas fronteiras”. Em tempo, convido a todos(as) para esse encontro da liberdade com a palavra porque somos livres e quem é livre voa.
Saudades libertárias,
Graça Graúna (indígena potiguara/RN)
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De Castro Alves aos Poetas do século XXI: a poesia engajada às lutas pela liberdade.

Poetas confirmados:

Ademario Ribeiro
Ailton Silva & Guerra
Douglas de Almeida
Francisco Assunção
Graça Graúna
Ivan Maia
José Carlos Capinan
Juvenal Teodoro Payayá

Historiando o porque deste Recital

          A professora Graça Graúna (GG)* da Universidade de Pernambuco (UPE), minha estimada amiga e mana de coração e ações, virá numa Excursão Garanhuns (PE) a Salvador, no dia 17 de março (sábado), com seus estudantes do V Período de Letras (turno da noite), tendo como objetivo conhecer em Salvador, a Praça Castro Alves, e ali – com a minha participação (Ademario Ribeiro) e com poetas por mim convidad@s (leia acima) fazermos um recital em homenagem ao poeta baiano, Castro Alves, autor de “Navio negreiro” entre outros poemas notáveis de sua safra. Será também, uma homenagem ao Dia Nacional da Poesia (14.03) e ao mesmo tempo, ouvirmos a poesia dos poetas convidados que são referência por seus poemas engajados à luta contra escravidão. Venha ouvir, ver e se contagiar com suas leituras, declamações e performances.
Abaixo, (GG) apresenta-nos o que motivou essa excursão, a qual faz parte do seu planejamento junto a (UPE) para a Disciplina de Literatura Brasileira I. Ei-la:
“Justificativa: com base no conteúdo da disciplina Literatura Brasileira I, a excursão Salvador é uma maneira de refletir os caminhos da poesia romântica no Brasil. Nesta perspectiva, cabe a poesia social de Castro Alves: poeta baiano cuja data do nascimento inspirou no Brasil a criação do dia Nacional da Poesia. Castro Alves nasceu em 14 de março de 1847 na fazenda Cabaceiras, interior da Bahia. Concluídos os estudos secundários no Ginásio Baiano, onde começou a escrever seus primeiros versos e ingressou, em 1862, na Faculdade de Direito do Recife, onde despertou  notoriedade por seu dom poético”.

Após o aludido evento, socializaremos aqui as fotos.

Carta aos(às) pesquisadores(as)

Imagem extraída do Google
          Criar um Grupo de Pesquisa não é uma tarefa fácil e mantê-lo em atualização faz parte do desafio a que nos propomos desde o surgimento do nosso Grupo. O desafio é ter em mente o objetivo de compartilhar o conhecimento. Chegamos a pensar em criar mais um grupo para dar conta das nossas inquietações acadêmicas e nos deparamos com a necessidade de fortalecer o espírito de pesquisa de um grupo que, desde o ano de sua criação em 2005, mantém-se fiel às linhas de pesquisa e que a nosso ver contribuem para a Certificação do mesmo junto ao CNPq e à UPE.
          Naturalmente, o nosso Grupo de Pesquisa foi estreitando laços e na perspectiva de unir diferentes saberes (como sugere o próprio termo Universidade), nos deparamos com a necessidade de renomear o grupo anteriormente chamado de Grupo de Estudos Comparados em Literaturas de Língua Portuguesa (Grupec). O nosso espírito de pesquisa continua o mesmo, de tal forma que não hesitamos em renomear o Grupo e a partir desta data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher (08/03/2012), a sigla Grupec passa a significar: Grupo de Estudos Comparados: literatura, história e interdisciplinaridade.
          Ao apresentarmos esta explicação acerca do nosso Grupec, esperamos estar contribuindo para o aprimoramento dos estudos comparados e agradecer, desde já, pelas críticas e sugestões dos(as) colegas pesquisadores(as).
Atenciosamente,
Profª Drª Graça Graúna (Letras, UPE/Garanhuns)
Profª Drª Magdalena Almeida (História, UPE/Garanhuns)