Povos indígenas na contínua luta pela vida

Credito: Correio Brasiliense

Na Esplanada dos Ministérios, em Brasília/DF, o Acampamento Terra Livre (ATL) reuniu seis mil indígenas de várias regiões do Brasil. Desde o dia 22 de agosto de 2021, milhares de indígenas permanecem na luta pelos seus direitos.

Fonte: Correio Brasiliense

É intensa a vigília pela sobrevivência, pela Demarcação da Terra e contra o marco temporal em que os povos originários só podem reivindicar as terras estabelecidas antes da promulgação constitucional de 5 de outubro de 1988. Esse “marco temporal” só incentiva as atividades do garimpo (Cf, Correio Brasiliense, 24/08/21).

Crédito: CNN

Lideranças do acampamento “Luta pela vida” entregaram uma carta com mais de 160 mil assinaturas contra o marco temporal. A carta foi assinada por juristas, artísticas, acadêmicos e diversas personalidades que pediram proteção para os povos indígenas; esperando “que a Corte faça prevalecer o Estado de Direito” (Cf. Correio Brasiliense).

Crédito: CNN

Em nota a imprensa, a Apib (Articulação dos povos indígenas do Brasil) denuncia “o agravamento das violências contra os povos originários dentro e fora dos territórios tradicionais”. Na programação do movimento indígena estão previstas plenárias, agendas políticas em órgãos do Governo Federal e embaixadas, marchas e manifestações públicas (Cf. Correio Brasiliense).

No Jornal o Estadão, em 24/08/21, o advogado indígena Eloy Terena, coordenador jurídico da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), adverte sobre os efeitos que teria para os povos indígenas uma decisão favorável ao marco temporal:  “O efeito vai ser nefasto, porque vai inviabilizar a demarcação das terras que ainda não estão regularizadas e vai abrir possibilidade jurídica para questionar terras já consolidadas”, afirma. “O efeito não é só na demarcação porque a interpretação que se quer dar ao marco temporal é de abrir esses territórios à exploração mineral e também ao agronegócio nas terras indígenas.” Conferir as informações em: (https://www.bol.uol.com.br/noticias/2021/08/24/marco-temporal-poe-em-xeque-demarcacao-de-mais-de-300-terras-indigenas.htm?cmpid=copiaecola)

Obs: As imagens foram extraídas do Google, com créditos para: CNN, Isto é, C. Brasiliense, Cimi, Estadão.

Povos indígenas na luta pela terra

Indígenas pedem força aos Ancestrais em frente ao prédio da Funai

Em Brasília, vários representantes dos povos indígenas estão reunidos em protesto ao Marco Temporal. Conforme o Isa (Instituto Socioambiental), a tese do marco temporal diz que “apenas os povos que estavam em suas terras em 1988 têm direito aos seus territórios originários, ignorando séculos de perseguições e expulsões que obrigaram os povos indígenas a viverem marginalizados, distantes dos seus territórios originais”.

Protesto do povo Panará

Povos indígenas representados por suas lideranças em Brasília: Avá Guarani, Canoe, Cinta Larga, Guajajára, Guarani Mbya, Guarani Nhandeva, Imboré, Juruna, Kaingang, Kamakã, Karipuna, karitiana, Kayapó, Krenak, Macurap, Macuxi, Matupi , Munduruku, Paiter suruí, Panará, Pankará, Pataxó, Pataxó Hã-Hã-Hãe, Potiguara, Sarapá, Tapajó, Terena, Tiriyó, Tukano, Tupari, Tupi Guarani, Tupinambá, Tuxá, Uru eu wau wau, Wapichana, Xarrui, Xokleng e Yanomami.

Povo Ikpeng protesta conta PL 490

Conforme o ISA, as delegações estão vacinadas e respeitando os protocolos sanitários. Em Brasília/DF as caravanas indígenas formam aproximadamente 1.000 pessoas, de 48 povos diferentes, de todas as regiões do país e que ficarão na esplanada até o dia 30 de junho.

Protesto indígena contra a PL 490, em Brasília/DF

As fotos nesta postagem fazem parte do acervo do Isa (Instituto Socioambiental), da Rede de Comunicadores do Xingu, da Mídia Ninja e do fotógrafo Leo, entre outros parceiros do movimento indígena.

A luta continua!

Saudações indígenas,

Graça Graúna (indígena potiguara/RN)