XII ENCONTRO ESTADUAL PROLER
6 e 7 de novembro de 2008
Literatura Indígena no Brasil
Ministrante:
que circunda as nossas vidas
Graça Graúna (indígena potiguara/RN)
Nordeste do Brsil, 1º semestre de 2007.
Nota: há um ano ( em 2007) entrou a lua bem cheia pela janela da sala em que eu estava com os meus alunos. Um deles estava doente e naquela noite pituma (escura) a lua mostrou a sua face agreste para uma despedida. Nem chegou a outra lua e o perdemos. Propuz a meus alunos que fizessem um poema; eu também escrevi um, chama-se Legado; poema postado também em outras comuniddes literárias no espaço virtual.
. Eu, eterna criOnça, no colo da minha mãe Noemia.
Reinações
Alegria de chegança
no meio da tribo
verte-se em estrelas:
Bisa, Bebel,
Íris, Caio e Davi.
Múltipla chegança:
Rudá, Mariana
Ian, Iasmin
Acalentam os dias.
Na tessitura dos sonhos
Pedrinhos e Quixotes,
Joãozinho e Edu
habitantes do sítio,
o mesmo de Clara e Flora,
de Sherazade e Emília.
O sitio,
onde mil noites não bastam
e os dias são curtos
para contar as reinações
de narizinhos arrebitados
e os misteriosos caminhos de Sofia.
Graça Graúna, Nordeste do Brasil.
Nota: este Poema integra a Antologia InternacionalTerra Latina ©2005 – Editada pelo Projeto Cultural ABRALI