Liberdade para o nobel da paz Liu Xiaobo e a poetisa Liu Xia.

Foto:  EPA/BGNES
A poetisa Liu Xia foi obrigada a abandonar seu domicílio de forma secreta e sob forte vigilância policial para não ter de conceder entrevista aos inúmeros jornalistas que esperavam que ela saísse de seu apartamento para comentar à imprensa sobre a decisão do Instituto Nobel da Noruega.
Fontes dissidentes asseguram que Liu negociou com as autoridades seu silêncio em troca de poder visitar hoje seu marido e informá-lo sobre o prêmio, já que ele se encontra incomunicável na prisão.
No entanto, a esposa fez declarações a alguns meios de comunicação e enviou um comunicado expressando agradecimento e pedindo liberdade para Liu. Tal como informou hoje o jornalista dissidente Wang Jinbo, Liu Xia viaja sob custódia e acompanhada por seu irmão à localidade de Jinzhou, na província vizinha de Liaoning, 480 quilômetros ao nordeste da capital chinesa, onde seu marido cumpre pena de 11 anos desde dezembro de 2009 por redigir um manifesto político pedindo democracia na China.
Wang, que é amigo da poetisa, assinala que a segurança nos arredores da prisão se intensificou nesta manhã e que as áreas de acesso à mesma foram bloqueadas. Os moradores de Jinzhou dizem que não viram muitos agentes de segurança pública, mas a Polícia deteve um veículo com jornalistas de Hong Kong e os levou à delegacia para interrogatório. Em seguida, eles foram convidados a abandonar a localidade.
A poetisa Liu Xia foi obrigada a abandonar seu domicílio de forma secreta e sob forte vigilância policial para não ter de conceder entrevista aos inúmeros jornalistas que esperavam que ela saísse de seu apartamento para comentar à imprensa sobre a decisão do Instituto Nobel da Noruega.
Fontes dissidentes asseguram que Liu negociou com as autoridades seu silêncio em troca de poder visitar hoje seu marido e informá-lo sobre o prêmio, já que ele se encontra incomunicável na prisão.
No entanto, a esposa fez declarações a alguns meios de comunicação e enviou um comunicado expressando agradecimento e pedindo liberdade para Liu. Tal como informou hoje o jornalista dissidente Wang Jinbo, Liu Xia viaja sob custódia e acompanhada por seu irmão à localidade de Jinzhou, na província vizinha de Liaoning, 480 quilômetros ao nordeste da capital chinesa, onde seu marido cumpre pena de 11 anos desde dezembro de 2009 por redigir um manifesto político pedindo democracia na China.

Wang, que é amigo da poetisa, assinala que a segurança nos arredores da prisão se intensificou nesta manhã e que as áreas de acesso à mesma foram bloqueadas. Os moradores de Jinzhou dizem que não viram muitos agentes de segurança pública, mas a Polícia deteve um veículo com jornalistas de Hong Kong e os levou à delegacia para interrogatório. Em seguida, eles foram convidados a abandonar a localidade.

O Governo chinês repudiou ontem a concessão do prêmio a um “criminoso” e qualificou a decisão de “blasfêmia”, porque, segundo o regime autoritário comunista que governa a China desde 1949, a decisão descumpre o espírito do Prêmio Nobel. Além disso, a Chancelaria chinesa chamou para consultas o embaixador norueguês em Pequim e censurou a notícia na imprensa de todo o país.
As capas dos jornais estampam hoje as notícias referentes ao câmbio do iuane e à sucessão na Coreia do Norte. Só os editoriais mencionam o Nobel da Paz, e para condená-lo.

Fonte: ig.com.br

Adolescente mapuche em greve de fome

Imagem disponível no Google
Texto: Adital

O menor Luis Marileo, detido no Centro de Reabilitação de Conduta de Chol Chol, no sul chileno, se mantém em greve de fome há 31 dias, segundo nota publicada hoje com sua assinatura.

Marileo tem 17 anos de idade e pertence à Comunidade Cacique José Guiñón, na comunidade de Ercilla, região da Araucanía no Chile
O adolescente, que se uniu ao jejum dos companheiros no dia 1º de setembro, foi aprisionado em abril deste ano, sob a denúncia de associação ilícita terrorista.
A mensagem de Marileo, publicada nesta segunda-feira pela Rede Diário Digital, respalda as demandas de seus irmãos de etnia que exigem o fim da aplicação da lei antiterrorista nas causas dos indígenas, assim como o fim do duplo processamento judicial (civil e militar).
Sobre o acordo proposto pelo Governo que levou uma parte dos presos mapuche a depor a medida de força, o menor opinou que “falta um pronunciamento claro a respeito da desmilitarização de nossas comunidades” e enquanto a eliminação das testemunhas protegidas.
Agregou que os detidos em Chol Chol, instituição que disse “desempenha o papel de cárcere de crianças”, estão presos por tempo excedido de investigação. Denunciou ainda que nas comunidades mapuche há menores com danos psicológicos e físicos.
De acordo com a mencionada publicação que trouxe à luz o testemunho de Marileo, o menor mapuche perdeu até o momento 12 quilos.
A Rede Diário Digital precisou ainda que entre os dez encarcerados na prisão da cidade de Angol que mantêm a greve de fome , se encontra Huaikalaf Calfunao Cadín, hijo da lonko (autoridade) Juana Calfunao.
Nota 1: a notícia é da Prensa Latina
Nota 2: ao publicar em meio impresso, favor citar a fonte e enviar cópia para: Adital – Postal 131 – CEP 60.001-970 – Fortaleza – Ceará – Brasil

IV Fórum Social Mundial das Migrações

Clamor dos migrantes
Imagem: Revista Domtotal.com

Texto: Tatiana Félix (Jornalista da Adital)
Adital –

Depois do ataque sofrido (em 30 de setembro) pelo presidente do Equador, Rafael Correa, e do receio de que acontecesse um Golpe Político no país, o Comitê Internacional do Fórum Social Mundial das Migrações (FSMM) e a Secretaria Técnica do evento, divulgaram um comunicado confirmando a realização da 4ª edição do Fórum, a partir do dia 8 de outubro, em Quito, no Equador. “Toda nossa programação se mantém. (…) Não há razão para suspender suas viagens e participações”, confirmaram.
O objetivo do Fórum, que segue até o próximo dia 10, é reunir pessoas que se posicionam contrárias ao modelo de globalização neoliberal e à restrição do reconhecimento da cidadania e dos direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais das pessoas migrantes, refugiadas, deslocadas e apátridas.
A expectativa é que movimentos sociais de todos os continentes, que compõem o Comitê Internacional do FSMM, participem do encontro em Quito e contribuam para apontar um caminho até a materialização de avanços constitucionais e legislativos no âmbito das migrações.
A proposta do FSMM é facilitar a articulação, de forma descentralizada e em rede, de entidades e movimentos a fim de alcançar ações concretas para melhorar as condições das pessoas deslocadas, tanto refugiadas ou imigrantes, como apátridas no mundo.
Neste contexto, busca-se a construção de um outro modelo de vivência social, de uma sociedade planetária construída por uma relação entre seres humanos e natureza, consolidando uma globalização solidária. Na pauta de discussões estão inseridos assuntos de relevância como Crise Global e fluxo migratório, o papel dos organismos multilaterais e internacionais frente à migração, Tráfico e Exploração de Seres Humanos e Processos de integração dos povos: articulação, resistências e organização.
Também serão debatidas situações difíceis que podem envolver a vida dos migrantes como: Racismo, xenofobia, discriminação e formas de exclusão, Migrações e Trabalho Escravo e as Novas formas de escravidão, exploração humana e servidão.
Sobre o que diz respeito aos Direitos Humanos e Migração, serão discutidos pontos como: Trabalhadores migrantes e direitos trabalhistas, Migração e direitos sexuais e reprodutivos, Desenvolvimento do Migrante como sujeito ou ator político e Fronteiras: muros, externalização e bases militares.
Histórico do FSMM
A primeira edição do Fórum Social Mundial das Migrações aconteceu no Brasil, em 2005, com foco sobre o tema “Travessias na desordem global”. A segunda edição, em 2006, foi realizada na Espanha e abordou a questão da “Cidadania Universal e Direitos Humanos. Outro mundo é possível, necessário e urgente”. Já o 3° Fórum, que foi realizado novamente na Espanha, tratou do lema “Nossas vozes, nossos direitos, por um mundo sem muros”.
Nota:
Ao publicar em meio impresso, favor citar a fonte e enviar cópia para: Caixa Postal 131 – CEP 60.001-970 – Fortaleza – Ceará – Brasil