Indígenas são impedidos de entrar no Riocentro

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Uma muralha humana formada por 120 militares e policiais equipados com escudos, máscaras de gás, granadas e capacetes com viseiras impediu que um grupo de 500 indígenas invadisse ontem a área de segurança do Riocentro, onde ocorria a cúpula de chefes de Estado da Rio+20. Por muito pouco, não houve confronto. Intimidados com o aparato e chefiados pelo cacique Raoni, da etnia Kayapó, os indígenas desistiram da invasão. O secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, apaziguou os ânimos dos indígenas. Carvalho deixou o Riocentro para conversar com Raoni e outros líderes. Acabou os convencendo a deixar o local. Em troca, prometeu levar à cúpula uma comissão de 12 indígenas, que apresentaria um documento com reivindicações, entre elas constam: proteção dos direitos territoriais indígenas, fim da impunidade dos assassinos de lideranças indígenas e melhora das condições de saúde.

Rio +20: Declaração Kari-oca 2

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“CONFERÊNCIA MUNDIAL DOS Povos Indígenas SOBRE RIO+20 e a Mãe TERRA” 1322 Junho 2012
 
Nós, os Povos Indígenas da Mãe Terra reunidos na sede da Kari-Oca I, sagrado Kari-Oka Púku, no Rio de Janeiro para participar da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20, agradecemos aos Povos Indígenas do Brasil por nos darem o bem vindo aos seus territórios. Reafirmamos nossa responsabilidade para falar sobre a proteção e o bem-estar da Mãe Terra, da natureza e das futuras gerações de nossos Povos Indígenas e toda a humanidade e a vida. Reconhecemos o significado desta segunda convocatória dos Povos Indígenas do mundo e reafirmamos a reunião histórica de 1992 da Kari-Oca I, onde os Povos Indígenas emitiram a Declaração da Kari-Oca e a Carta da Terra dos Povos Indígenas. A conferência da Kari-Oca e a mobilização dos Povos Indígenas durante a Reunião da Terra marcou um grande avanço do movimento internacional para os direitos dos Povos Indígenas e o papel importante que desempenhamos na conservação e no desenvolvimento sustentável. Reafirmamos também a Declaração de Manaus sobre a convocatória da Kari-Oca 2 como o encontro internacional dos Povos Indígenas na Río+20.
A institucionalização do colonialismo 
Consideramos que os objetivos da Conferência das Naciones Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD) Río+20, a “Economia Verde” e seu argumento de que o mundo somente pode “salvar” a natureza com a mercantilizar de suas capacidades de dar vida e garantir a vida como uma continuação do colonialismo que os Povos Indígenas e nossa Mãe Terra tem resistido durante 520 anos. A “Economia Verde” se promete erradicar a pobreza, mas na realidade somente vai favorecer e responder as empresas multinacionais e o capitalismo. Se trata da continuação de uma economia global baseada nos combustíveis fósseis, na destruição do meio ambiente mediante a exploração da natureza através das indústrias extrativistas, tais como a mineração, a extração e produção petrolífera, a agricultura intensiva de monoculturas e outras inversões capitalistas. Todos esses esforços estão encaminhados as ganâncias e a acumulação de capital por uns poucos.
Desde Rio 1992, nós como Povos Indígenas vemos que o colonialismo está sendo transformado na base da globalização do comércio e da hegemonia econômíca capitalista mundial. Se vem intensificado a exploração e o roubo dos ecossistemas e biodiversidade do mundo, assim como a violação aos diretos inerentes dos povos indígenas. Nosso direito a livre determinação, a nossa própria governança e ao nosso desenvolvimento livremente determinado, nossos direitos inerentes as nossas terras, territórios e recursos estão cada vez mais atacados por uma colaboração de governos e empresas transnacionais. Ativistas e líderes indígenas que defendem seus territórios seguem sofrendo repressão, militarização, incluindo assassinatos, prisões, humilhações e classificação como “terroristas”. A violação de nossos direitos coletivos enfrenta a mesma impunidade. O deslocamento forçado ou assimilação ameaça nossas futuras gerações, culturas, idiomas, espiritualidade y relação com a Mãe Terra económica e políticamente.
Nós, povos indígenas de todas as regiões do mundo, temos defendido a Nossa Mãe Terra das agressões do desenvolvimento não sustentável e a super exploração de nossos recursos por mineração, madeireiras, grandes represas hidroelétricas, exploração e extração petrolífera. Nossos bosques sofrem pela produção de agrocombustíveis, biomasa, plantaçõess e outras imposições como as falsas soluções à mudança climática e ao desenvolvimento não sustentável e danoso. A Economía Verde é nada menos que o capitalismo da natureza; um esforço perverso das grandes empresas, as indústrias extrativistas e dos governos para converter em dinheiro toda a Criação mediante a privatização, mercantilização e venda do Sagrado e todas as formas de vida, assim como o céu, incluindo o ar que respiramos, a água que bebemos e todos os genes, plantas, sementes nativas, árvores, animais, peixes, diversidade biológica e cultural, ecossistemas e conhecimentos tradicionais que fazem possivel e disfrutável a vida sobre a terra.
Violações graves dos direitos dos povos indígenas da soberania alimentar continuam sem parar ao que da lugar a inseguridade alimentar. Nossa própria produção de alimentos, as plantas que nos rodeiam, os animais que caçamos, nossos campos e as plantações, a água que bebemos e a água dos nossos campos, os peixes que pescamos de nossos rios e riachos, está diminuindo a um ritmo alarmante. Projetos de desenvolvimento não sustentável, tais como mono-culturas plantações de soja químicamente intensiva, as indústrias extrativistas como a mineração e outros projetos destrutivos do meio ambiente e as inversões com fins de lucro, estão destruindo nossa biodiversidade, envenenando nossa água, nossos rios, riachos, e a terra e sua capacidade para manter a vida. Isto se agrava ainda mais debido ao cambio climático e as represas hidroeléctricas e outras formas de produção de energia que afetam a todo o ecossistema e sua capacidade para promover a vida. A soberania alimentaria é uma expressão fundamental de nossos direitos coletivo a livre determinação e desenvolvimento sustentável. A soberania alimentar e o direito a alimentação devem ser reconhecidos e respeitados: alimentação não deve ser mercadoria que se utiliza, comercializa ou especula com fins de lucro. Nutre nossas identidades, nossas culturas e idiomas, e nossa capacidade para sobreviver como povos indígenas.
A Mãe Terra é a fonte da vida que se requer proteger, não como um recurso para ser explorado e mercantilizado como “capital natural”. Temos nosso lugar e nossas responsabilidades dentro da ordem sagrada da Criação. Sentimos a alegria sustentadora quando as coisas ocorrem em harmonia com a Terra e com toda a vida que cria e sustenta. Sentimos a dor da falta de harmonia quando somos testemunho da desonra da ordem natural da Criação e da colonização econômica e continua, assim como a degradação da Madre Terra e toda a vida nela. Até que os direitos dos povos indígenas sejam observados, velados e respeitados, o desenvolvimento sustentável e a erradicação da pobreza não ocorrerão.
A solução
A relação inseparável entre os seres humanos e a Terra, inerente para os povos indígenas deve ser respeitada pelo bem das gerações futuras e toda a humanidade. Instamos a toda a humanidade a se unir conosco para transformar as estruturas sociais, as instituições e relações de poder que são a base de nossa pobreza, opressão e exploração. A globalização imperialista explora todo o que garante a vida e a terra. Necessitamos reorientar totalmente a produção e o consumo na base das necessidades humanas no lugar da acumulação desenfreada de ganância para com poucos.
A sociedade deve tomar controle coletivo dos recursos produtivos para satisfazer as necessidades de desenvolvimento social sustentável e evitar a sobreprodução, o sobreconsumo e a sobreexploração das pessoas e da natureza que são inevitáveis abaixo o atual sistema capitalista monopólico. Devemos enfocar sobre comunidades sustentáveis com base nos conhecimentos indígenas e no desenvolvimento capitalista.
Exigimos que as Nações Unidas, os governos e as empresas abandonem as falsas soluções a mudança climática, tais como as grandes represas hidroelétricas, os organismos geneticamente modificados, incluindo as árvores transgênicas, as plantações, os agro combustíveis, o “carbono limpo”, a energia nuclear, o gás natural, a transposição das águas dos rios, a nanotecnologia, a biologia sintética, a bio energia, a biomassa, o biochar, a geoengenharia, os mercados de carbono, o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo e REDD+ que colocam em perigo o futuro e a vida tal como a conhecemos. No lugar de ajudar a reduzir o aquecimento global, eles envenenam e destroem o meio ambiente e deixam que a crise climática aumente exponencialmente, o que pode deixar o planeta praticamente inabitável. Não podemos permitir que as falsas soluções destruam o equilíbrio da Terra, assassinem as estações, desencadeiem o caos do mal tempo, privatizem a vida e ameacem a supervivência da humanidade. A Economia Verde é um crime de lese humanidade e contra a Terra.
Para lograr o desenvolvimento sustentável os Estados devem reconhecer os sistemas tradicionais de manejo de recursos dos povos indígenas que há existido por milênios, nos sustentando assim durante o colonialismo. È fundamental garantir a participação ativa dos povos indígenas nos processos de tomada de decisões que os afetam e seu direito ao consentimento livre, prévio e informado. Os Estados também devem proporcionar apoio aos povos indígenas que seja adequada a sua sustentabilidade e prioridades livremente determinadas, sem restrições e diretrizes limitantes.
Seguiremos lutando contra a construção de represas hidrelétricas e todas as formas de produção de energia que afetam nossas águas, nossos peixes, nossa biodiversidade e os ecossistemas que contribuem com a nossa soberania alimentar. Trabalharemos para preservar nossos territórios contra o veneno das plantações de monoculturas, das indústrias extrativas e outros projetos destrutivos do meio ambiente, e continuar nossas formas de vida, preservando nossas culturas e identidades. Trabalharemos para preservar nossas plantas e as sementes tradicionais, e manter o equilíbrio entre nossas necessidades e as necessidades de nossa Mãe Terra e sua capacidade de garantir a vida. Demonstraremos ao mundo que se pode e se deve fazer. Em todos estes assuntos documentaremos y organizaremos a solidariedade de todos os povos indígenas de todas as partes do mundo, e todas as demais fontes de solidariedade dos não indígenas de boa vontade a se unir a nossa luta pela soberania alimentar e a seguridade alimentaria. Rejeitamos a privatização e o controle corporativo dos recursos, tais como nossas sementes tradicionais e dos alimentos. Por último, exigimos aos estados que defenda nossos direitos ao controle dos sistemas de gestões tradicionais e ofereça um apoio concreto, tais como as tecnologias adequadas para que possamos defender nossa soberania alimentar.
Rejeitamos as promessas falsas do desenvolvimento sustentável e soluções ao cambio climático que somente serve a ordem econômica dominante. Rejeitamos a REDD, REDD+ e outras soluções baseadas no mercado que têm como enfoque nossos bosques, para continuar violando nossos direitos inerentes a livre determinação e ao direito as nossas terras, territórios, águas e recursos, e direito da Terra a criar e manter a vida. Não existe tal coisa como “mineração sustentável”. Não existe tal coisa como “petróleo ético”.
Rejeitamos a aplicação de direitos de propriedade intelectual sobre os recursos genéticos e o conhecimento tradicional dos povos indígenas que resulta na privatização e mercantilização do Sagrado essencial para nossas vidas e culturas. Rejeitamos as formas industriais da produção alimentícia que promove o uso de agrotóxicos, sementes e organismos transgênicos. Portanto, afirmamos nosso direito a ter, controlar, proteger e herdeiros as sementes nativas, plantas medicinais e os conhecimentos tradicionais provenientes de nossas terras e territórios para o beneficio de nossas futuras gerações.
Nosso Compromisso com o Futuro que Queremos 
Por falta da falta da implementação verdadeira do desenvolvimento sustentável o mundo está em múltiplas crises ecológicas, econômicas y climáticas. Incluindo a perda de biodiversidade, desertificação, o derretimento dos glaciares, escassez de alimentos, água e energia, uma recessão econômica mundial que se acentua, a instabilidade social e a crise de valores. Nesse sentido, reconhecemos que temos muito fazer para que os acordos internacionais respondam adequadamente aos direitos e necessidades dos povos indígenas. As contribuições atuais potenciais de nossos povos devem ser reconhecidas como um desenvolvimento sustentável verdadeiro para nossas comunidades que permita que cada um de nós alcance o Bem Viver.
Como povos, reafirmamos nosso direito a livre determinação a controlar e manejar nossas terras e territórios tradicionais, águas e outros recursos. Nossas terras e territórios são a parte estrutural de nossa existência – somos a Terra a Terra, é nós -. Temos uma relação espiritual e material com nossas terras e territórios e estão intrinsecamente ligados a nossa supervivência e a preservassem e desenvolvimento de nossos sistemas de conhecimentos e culturas, a conservação, uso sustentável da biodiversidade e o manejo de ecossistemas.
Exerceremos o direito a determinar e estabelecer nossas prioridades e estratégias de auto desenvolvimento para o uso de nossas terras, territórios e outros recursos. Exigimos que o consentimento livre, prévio e informado seja o princípio de aprovação ou desaprovação definitivo y vinculante de qualquer plano, projeto ou atividade que afete nossas terras, territórios e outros recursos. Sem o direito ao consentimento livre, prévio e informado o modelo colonialista, o domínio da Terra e seus recursos seguirá com a mesma impunidade.
Seguiremos nos unindo como povos indígenas e construindo una solidariedade e aliança forte entre nós mesmos, comunidades locais e verdadeiros promotores não-indígenas de nossos temas. Esta solidariedade avançará a campanha mundial para os direitos dos povos indígenas a sua terra, vida e recursos e o lugar de nossa livre determinação e liberação. Seguiremos desafiando e resistindo aos modelos colonialistas e capitalistas que promovem a dominação da natureza, o crescimento econômico desenfreado, a extração de recursos sem limite para ganâncias, o consumo e a produção insustentável e as acordos não regulamentados e os mercados financeiros. Os seres humanos são uma parte integral do mundo natural e todos os direitos humanos, incluindo os direitos dos povos indígenas, devem ser respeitados e observados por o desenvolvimento.
Convidamos a toda a sociedade civil a proteger e promover nossos direitos e cosmovisões e respeitar a lei da natureza, nossas espiritualidades e culturas e nossos valores de reciprocidade, Harmonia com a natureza, a solidariedade e a coletividade. Valores como cuidar o compartilhar, entre outros, são cruciais para criar um mundo más justo, equitativo e sustentável. Neste contexto, fazemos um chamado para inclusão da cultura como o quarto pilar do desenvolvimento sustentável.
O reconhecimento jurídico e a proteção dos direitos dos povos indígenas da terra, dos territórios,dos recursos e os conhecimentos tradicionais deveriam ser um requisito para o desenvolvimento e planificação de todos e cada um dos tipos de adaptação e mitigação da mudança climática, conservação ambiental (incluindo a criação de “áreas protegidas”), o uso sustentável da biodiversidade e medidas a combater desertificação. Em todos os casos, tem que haver consentimento livre, prévio e informado.
Continuamos dando seguimento aos compromissos assumidos na Reunião da Terra tal como se reflete nesta declaração política. Fazemos um chamado a ONU a começar sua implementação, e assegurar a participação plena, formal e efetiva dos povos indígenas em todos os processos e atividades da Conferência de Rio+20 e mais além, de acordo com a Declaração das Nações Unidas sobe os Direitos dos Povos Indígenas (DNUDPI) e o principio do consentimento livre, prévio e informado (CLPI). Seguimos habitando e mantendo os últimos ecossistemas sustentáveis com as mais altas concentrações de biodiversidade no mundo. Podemos contribuir de uma maneira significativa ao desenvolvimento sustentável porém acreditamos que o marco holístico de ecossistemas para o desenvolvimento se deve promover. isso inclui a integração do enfoque de direitos humanos, o enfoque de ecossistemas e enfoques culturalmente sensíveis e baseados em conhecimentos.
Expressamos nossa solidariedade e apoio para as demandas e aspirações dos povos indígenas no Brasil encontradas no anexo a esta declaração. “Caminhamos para o futuro nos rastros de nossos antepassados”.
Aprovado por aclamação, Aldeia de Kari-Oca, no Sagrado Kari-Oca Púku, Rio de Janeiro, Brasil, 18 de junho de 2012

http://indigenous4motherearthrioplus20.org/kari-oca-2-declaration/

Sem Poesia a vida é insustentável

Fonte: Clevane Pessoa e Brenda Marques
Lançamento da antologia Nós da Poesia + 20 Nosotros organizada pelo Imel reúne poetas de vinte países da América Latina, África, Europa e etnias indígenas.
 Com este tema, o IMEL – Instituto Imersão Latina, juntamente com a APPERJ – Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro, Soy Loco Por Ti, do Paraná, Comitê Mineiro da Cúpula dos Povos e Ciranda, celebram a diversidade cultural na Cúpula dos Povos, no Rio de Janeiro. O lançamento do livro Nós da Poesia  + 20 Nosotros, organizado pelo Imel será no dia 18 , próxima segunda-feira, às 14 horas, no aterro do Flamengo, tenda 28 (Patrick Lumumba), no Rio de Janeiro. E na quarta, 20 de junho, dia de abertura da Conferência da ONU Rio + 20, poetas participantes do projeto Nós da Poesia fazem um sarau às 19 horas, no Quiosque Estrela de Luz, na praia do Leme.
 A atividade na Cúpula dos Povos terá várias apresentações culturais e performáticas com os grupos: Nós da Poesia, URBANOSEMCAUSA (Sérgio Gerônimo e Mozart Carvalho); Poeta saia da gaveta (Teresa Drummond e Neudemar Sant’Anna); Poesia, você está na Barra (Aluizio Rezende,Mariangela Mangia, Rinaldo Leite e Vânia Moraes); Poetas sem fronteiras (Eurídice Hespanhol e Jorge Ventura), Poesia a estiBordo (Diana Balis); Grupo Poesia Simplesmente (Laura Esteves, Angela Carrocino, Delayne Brasil e Silvio Ribeiro de Castro).
 A coordenação geral da atividade é de Brenda Marques Pena, presidente do Instituto Imersão Latina, criado há 6 anos em Belo Horizonte, Minas Gerais, com o objetivo de reunir as vozes de ativistas da América Latina pela democratização da comunicação, direito dos povos e promoção de eventos de artes integradas.
 Imersão Latina
O Instituto Imersão Latina é uma associação de escritores, jornalistas, produtores culturais, pesquisadores e artistas independentes, formada por ativistas que se preocupam em defender e mostrar toda a diversidade cultural, ambiental e de idéias da América Latina. Entre suas atividades permanentes estão a realização de eventos de artes-integradas (música, literatura, vídeo e artes cênicas) e da cultura digital.
O IMEL mantém um portal www.imersaolatina.com, um blog www.imersaolatina.blogspot.come uma rede com a participação de pessoas de várias países.
Nós da Poesia
O Projeto Nós da Poesia, do Instituto Imersão Latina (Imel), visa o incentivo à leitura, circulação literária e publicação de livros cooperativos. O volume 1 foi publicado em 2009, e hoje já na terceira edição, o projeto reúne mais de 100 poetas, incluindo sempre o Destaque Criança não é Brinquedo.
Todos os poetas selecionados para a antologia poética “Nós da Poesia + 20 Nosotros” ganharam uma página em português e uma em espanhol na publicação do projeto, que será lançado nos dias 18 de junho, na Cúpula dos Povos, e 20 de junho, na abertura da Rio + 20, Conferência Mundial da ONU. Participam da iniciativa poetas de mais de 20 países da América Latina, além de Espanha, Canadá e São Thomé e Príncipe (África). Também há destaques para as duas crianças indígenas, duas crianças e uma poetisa com síndrome de Down. Assim, a publicação mostra a Diversidade Cultural dos Povos por meio da poesia.  “Esta é uma forma de ressaltar que sem poesia a vida é insustentável e não há sustentabilidade possível no planeta, sem aprendermos a respeitar as diferenças e valorizar a diversidade cultural”, aponta a presidente do Imel e organizadora da antologia, Brenda Marques Pena.
O projeto já circulou por várias cidades do Brasil e da América Latina, em Bienais de Minas, São Paulo e Rio de Janeiro, feiras e encontros literários tradicionais como o Psiu Poético, em Montes Claros, o Congresso Brasileiro de Poesia, em Bento Gonçalves, os Jogos Florais de Montevidéu (Uruguai), organizados pelo Movimento aBrace e o Buenos Aires Poesia, realizado na Argentina pelo Grupo Pretextos.”Brenda Marques Pena.
Para saber mais sobre o projeto Nós da Poesia, do Instituto Imersão Latina e ficar por dentro de nossa programação, acesse: http://nosdapoesia.blogspot.com

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Mais informações:
Aproveito e acrescento o nome dos poetas participantes:
Editoração e impressão:
Hímpeto Editorial
Organização: Brenda Marques Pena
Instituto Imersão Latina
Capa e ilustração de poemas: Iara Abreu
Contra-capa: Poemagem de Jaak Bosmans
Arte final: Beto Ferris
Tradução do português para o espanhol: Brenda Marques
Tradução do espanhol para o português: Clevane Pessoa
Revisão do português: Bilá Bernardes
Revisão do espanhol: Iván Verdugo.

AUTORES:
Alfred Asís, Ametista Nunes, Angela Togeiro, Annabel Villar,
Avelin Rosana, Bilá Bernardes, Brenda Mar(que)s Pena, Carlos
Roldán, Cláudio Márcio Barbosa, Clemente Padín, Clevane
Pessoa, Conceição Lima, Daniel de Cullá, Dinorá Couto
(BRASIL), Efraim Bartolomé, Ênio Poeta (BRASIL), Enrique
Godoy Duran, Enrique Hernández-D’Jesús, Gianluca Pereira
Souza, Gioconda Belli, Glória Dávila, Glória Gutiérres Ortiz,
Graça Graúna, Gustavo Ramirez, Helenice Rocha, Helen
Novais, Isabel Vargas, Isabelle Cavalheiro de Melo, Iván
Verdugo, João Manoel Lourenço, José Estanislau Filho, Juan
Disante Luiz Gonzaga Marcelino, Marcos Fabrício Silva, Maria
Eugênia, Maria Inez Fontes Ricco (MIFORI), Marta Reis, Meire
dos Santos, Nela Rio, Noeme Rocha da Silva, Norália de Mello
Castro, Olinda Beja, Pâmilla Vilas Boas, Paz Cerrillo, Rogério
Salgado, Severino Iabá, Solange Passos, Stela Lima Lombardi,
Tereza Lúcia Avelar e Virgilene Araújo.——————

Para mim , foi uma honra e uma alegria  traduzir  para nosso idioma os poemas latino -americanos , ler o Português tradicional nos  afro-portugueses  e o Espanhol da Espanha.As raízes latinas, bem firmes!e constatar a diversidade dos autores:crianças do Projeto Pão e Poesia (Contagem-MG), uma poeta adolescente PNE (Síndrome de Down), uma deficiente visual , indígenas brasileiros e latinos, entre várias linguagens e vôos outros da palavra poética, sobre Poesia & Sustentabilidade.
Registro ainda o prazer de ler os textos de Rodrigo Starling  , Roberto Bianchi, Nina Reis (ambos diretores do Movimento Cultural aBrace) ,  e da coordenadora Brenda Mars(Presidente do IMEL) , Conde Thiago de Menezes (Presidente da FALASP)  (prefácios, prólogos, textos elucidativos e orelha e de escrever uma micro homenagem ao saudoso poeta-prosador Luiz Lyrio  (ler em meu blog) http://www.clevanepessoa.net/blog.php?idb=32532
Clevane Pessoa