Recital na Praça Castro Alves pelos direitos humanos

Pça. Castro Alves. Imagem extraída do Google
“Feliz da araponga errante
Que é livre, que livre voa!
Que é livre, que livre voa!
Para as bandas do seu ninho,
E nas braúnas à tarde
Canta longe do caminho”
(Castro Alves)
               O poetamigo Ademario Ribeiro é um dos articuladores do recital na Praça Castro Alves, no dia 17 de março, pela manhã, em Salvador. Porque a praça é do povo, lá, os meus alunos e eu (e quem mais chegar) nos encontraremos para refletir a estreita relação entre literatura e direitos humanos. Nesse encontro a grande homenageada é a poesia. Para reiterar a importância desse momento, transcrevo a matéria que o Ademario publicou no Blog “Pensamentações e suas fronteiras”. Em tempo, convido a todos(as) para esse encontro da liberdade com a palavra porque somos livres e quem é livre voa.
Saudades libertárias,
Graça Graúna (indígena potiguara/RN)
************************
De Castro Alves aos Poetas do século XXI: a poesia engajada às lutas pela liberdade.

Poetas confirmados:

Ademario Ribeiro
Ailton Silva & Guerra
Douglas de Almeida
Francisco Assunção
Graça Graúna
Ivan Maia
José Carlos Capinan
Juvenal Teodoro Payayá

Historiando o porque deste Recital

          A professora Graça Graúna (GG)* da Universidade de Pernambuco (UPE), minha estimada amiga e mana de coração e ações, virá numa Excursão Garanhuns (PE) a Salvador, no dia 17 de março (sábado), com seus estudantes do V Período de Letras (turno da noite), tendo como objetivo conhecer em Salvador, a Praça Castro Alves, e ali – com a minha participação (Ademario Ribeiro) e com poetas por mim convidad@s (leia acima) fazermos um recital em homenagem ao poeta baiano, Castro Alves, autor de “Navio negreiro” entre outros poemas notáveis de sua safra. Será também, uma homenagem ao Dia Nacional da Poesia (14.03) e ao mesmo tempo, ouvirmos a poesia dos poetas convidados que são referência por seus poemas engajados à luta contra escravidão. Venha ouvir, ver e se contagiar com suas leituras, declamações e performances.
Abaixo, (GG) apresenta-nos o que motivou essa excursão, a qual faz parte do seu planejamento junto a (UPE) para a Disciplina de Literatura Brasileira I. Ei-la:
“Justificativa: com base no conteúdo da disciplina Literatura Brasileira I, a excursão Salvador é uma maneira de refletir os caminhos da poesia romântica no Brasil. Nesta perspectiva, cabe a poesia social de Castro Alves: poeta baiano cuja data do nascimento inspirou no Brasil a criação do dia Nacional da Poesia. Castro Alves nasceu em 14 de março de 1847 na fazenda Cabaceiras, interior da Bahia. Concluídos os estudos secundários no Ginásio Baiano, onde começou a escrever seus primeiros versos e ingressou, em 1862, na Faculdade de Direito do Recife, onde despertou  notoriedade por seu dom poético”.

Após o aludido evento, socializaremos aqui as fotos.

Carta aos(às) pesquisadores(as)

Imagem extraída do Google
          Criar um Grupo de Pesquisa não é uma tarefa fácil e mantê-lo em atualização faz parte do desafio a que nos propomos desde o surgimento do nosso Grupo. O desafio é ter em mente o objetivo de compartilhar o conhecimento. Chegamos a pensar em criar mais um grupo para dar conta das nossas inquietações acadêmicas e nos deparamos com a necessidade de fortalecer o espírito de pesquisa de um grupo que, desde o ano de sua criação em 2005, mantém-se fiel às linhas de pesquisa e que a nosso ver contribuem para a Certificação do mesmo junto ao CNPq e à UPE.
          Naturalmente, o nosso Grupo de Pesquisa foi estreitando laços e na perspectiva de unir diferentes saberes (como sugere o próprio termo Universidade), nos deparamos com a necessidade de renomear o grupo anteriormente chamado de Grupo de Estudos Comparados em Literaturas de Língua Portuguesa (Grupec). O nosso espírito de pesquisa continua o mesmo, de tal forma que não hesitamos em renomear o Grupo e a partir desta data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher (08/03/2012), a sigla Grupec passa a significar: Grupo de Estudos Comparados: literatura, história e interdisciplinaridade.
          Ao apresentarmos esta explicação acerca do nosso Grupec, esperamos estar contribuindo para o aprimoramento dos estudos comparados e agradecer, desde já, pelas críticas e sugestões dos(as) colegas pesquisadores(as).
Atenciosamente,
Profª Drª Graça Graúna (Letras, UPE/Garanhuns)
Profª Drª Magdalena Almeida (História, UPE/Garanhuns)

Espanha concede Prêmio ao Conselho Indígena de Roraima

Fontes: Terra e Boletim Famaliá / Culturas populares e tradicionais
Data: 7 de fev. 2012

          O Conselho Indígena de Roraima (CIR) recebeu nesta terça-feira o Prêmio Bartolomé de las Casas, concedido pelo Ministério das Relações Exteriores da Espanha e a Casa de América, por mais de 30 anos de trabalho em favor dos povos indígenas desse estado.
          A Secretaria de Estado de Cooperação Internacional e para região ibero-americana do Ministério das Relações Exteriores espanhol e a Casa de América destacaram o trabalho feito pela entidade “nas áreas de saúde e educação, utilizando como ferramentas a associação e a autogestão”.
Por unanimidade, o júri ressaltou o esforço do CIR para envolver as comunidades indígenas em sua autogestão e promover a coparticipação dos organismos do Estado no desenvolvimento dos povos.
          Com mais de 30 anos de história, o CIR é uma das organizações indígenas mais reconhecidas do país. Representa dez dessas comunidades de Roraima, cuja população é estimada em 50 mil pessoas, e desempenha importante papel político na defesa dos direitos dos índios nacional e internacionalmente.
          Entre os projetos que o CIR desenvolve atualmente estão o de capacitação de membros de comunidades indígenas como agentes de saúde e a criação da escola Surumu, que estimula a autonomia dos povos indígenas.
          Concedido desde 1991, o Prêmio Bartolomé de las Casas tem como objetivo reconhecer o trabalho em prol do entendimento e a harmonia entre os povos indígenas, além da proteção de seus direitos e o respeito pelos seus valores.
          O prêmio tem o nome do frei dominicano e cronista Bartolomé de las Casas (1484-1566), símbolo da defesa dos direitos dos índios e é dotado e US$ 65,6 mil e uma medalha com sua imagem.