14º Salão FNLIJ do Livro para crianças e jovens


Programação
O 14º Salão FNLIJ do Livro para crianças e Jovens este ano ocorrerá no mês de abril, de 18 a 29, no mesmo local: Centro de Convenções SulAmérica. O evento, patrocinado pela Petrobras, por meio da Lei de Incentivo à Cultura (SEC-RJ) e com o apoio da Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Educação, promove o 14º Seminário de Literatura Infantil e Juvenil, encontros com escritores, lançamentos de novos títulos, performance de ilustradores e palestras com autores e especialistas. O Salão FNLIJ conta com 4 bibliotecas, específicas para cada público, além do o Espaço de Leitura e do Espaço do ilustrador.
O país homenageado desta edição é o México. Receberemos escritores, ilustradores e especialistas, que traçarão um panorama da literatura infantil e juvenil mexicana.
O primeiro dia, 18 de abril, é dedicado à visita, pré-agendada e gratuita, dos professores, que participarão de uma palestra com um especialista na obra de Monteiro Lobato e terão oportunidade de conhecer os lançamentos das 72 editoras presentes no evento.
As escolas públicas e privadas poderão agendar a visita de seus alunos e professores ao 14º salão FNLIJ do Livro.
Como nas edições anteriores, toda criança e jovem que visitar o Salão FNLIJ receberá um livro de presente na saída.
14º SEMINÁRIO FNLIJ BARTOLOMEU CAMPOS DE QUEIRÓS
Dias: 24, 25 E 26 DE ABRIL DE 2012
Atividade paralela ao 14º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens 
·         24 DE ABRIL, TERÇA-FEIRA, O MÉXICO, PAÍS HOMENAGEADO. ESCRITORES, ILUSTRADORES E ESPECIALISTAS APRESENTAM A SITUAÇAO DA LITERATURA INFANTIL E JUVENIL EM SEU PAÍS.   
·         25 DE ABRIL, QUARTA-FEIRA, A LITERATURA CRIADA POR INDIGENAS. LITERATURA INDÍGENA E MEIO AMBIENTE: RUMO A RIO + 20. TEMA E PROGRAMAÇAO ORGANIZADOS PELO INBRAPI. 
·         26 DE ABRIL, QUARTA-FEIRA, A LITERATURA E OS JOVENS.  REFLETIR SOBRE  OS CAMINHOS DA FICÇAO ESCRITA PARA JOVENS PARA ASSIM COLABORAR COM A ATUAÇAO PROMOTORA DA LITERATURA VOLTADA PARA JUVENTUDE NAS ESCOLAS.  
INSCRIÇÕES: Por e-mail: seminário@fnlij.org.br ou pelo telefone: 21- 22629130
Valores: Os três dias, com pagamento antecipado (até 17/4): R$ 80,00
Os três dias no local: R$ 100,00
Dias avulso antecipado: R$ 30,00
Dias avulso pagos no local: R$ 40,00

Especial de Literatura Indígena na Revista Continente

          A edição mais recente da Revista Continente (n. 133, Ano XII, jan.2012) traz uma reportagem especial a respeito da Literatura Indígena. A matéria (Literatura – encontro entre oralidade e memória de uma nação) é assinada pela jornalista Isabelle Câmara. A capa é ilustrada por Maurício Negro; conforme suas declarações à revista, sua ilustração é uma homenagem aos Kambiwá – povo indígena do sertão pernambucano que se veste de fibra de caroá para participar do ritual do praiá.
          A reportagem destaca a atuação de Nhenety Karirio-xocó junto à rede Índios Online; uma rede voltada para o diálogo entre os povos indígenas. Outra Ong indígena apresentada na matéria é a Thydêwá – por meio da qual os indígenas do Nordeste lançaram o vídeo duplo “Celulares indígenas” e  “Indígenas digitais” e o livro “Somos patrimônio – índios na visão dos índios”. A matéria também focaliza o livro “Filhos da mãe natureza”, do povo Xucuru (PE); “Caminhando pela história pataxó”, de Katão Pataxó (BA) e o pensamento de Marcos Terena – uma das lideranças mais respeitadas no país e articulador dos direitos indígenas. Terena é coautor do livro: O índio aviador. Segundo Terena, “cada índio escreve segundo a sua etnia, sua identidade” (CONTINENTE, p. 28); ele ressalta que os livros que escrevemos servem para todos os indígenas.
          Tive a oportunidade de trocar muitas ideias com Isabelle, de maneira que o nosso diálogo se transforma  em várias passagens de sua reportagem com referência ao meu pensamento em torno da literatura indígena. A matéria também cita outros escritores indígenas e algumas de suas obras: Ely Macuxi (Ipaty: o curumim da selva); Olivio Jekupé (Tekoa, conhecendo uma aldeia indígena); Eliane Potiguara (Metade cara, metade máscara), Sulamy Kati (Nós somos só filhos); Tiago Hakiy (Awyató-Pó, histórias indígenas para crianças); Vãgri Kaigand (Jóty, o tamanduá); Arthur Shaker (Por dentro do escuro); Povo Cariri (Mãe D’Água, uma história dos cariris) e várias obras de Daniel Munduruku que em sua entrevista afirma que em nossa literatura indígena  “o repertório das histórias é inesgotável” (CONTINENTE, p.30).
          Para concluir este meu pequeno comentário em torno da reportagem especial da Revista Continente, gostaria de reiterar algumas palavras que declarei à jornalista Isabelle. Quando ela me perguntou sobre a designação de literatura indígena, respondi que a nossa literatura indígena é tão universal quanto a literatura brasileira, portuguesa, hispânica, entre outras manifestações artísticas. A designação indígena, nativa, periférica ou  minorias não aumenta ou diminui a noção estética; mas aguça  a noção de resistência, de identidade.
Nordeste do Brasil, verão  de 2012.
Graça Graúna (indígena potiguara/RN)

Visões indígenas da Lei 11645/08 – Revista Educação & Linguagem

 Cartaz remete à palestra que proferi em 2008,  no MAMAM, em Recife, a respeito da Lei 11645/08.
Educação, literatura e direitos humanos: visões indígenas da lei 11.645/08
Graça Graúna (indígena potiguara/RN)
Resumo
O presente artigo refere-se à Lei 11.645/08, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional e inclui no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e cultura afro-brasileiras e indígenas”. Com o objetivo de enfatizar a visão indígena em torno do assunto, um dos passos da pesquisa remete a um questionário que apresentei a dezenas de parentes indígenas de diferentes etnias. A pesquisa trata do diálogo entre literatura, educação e direitos humanos, a começar pela história e pela cultura na percepção indígena, uma questão – infelizmente – ainda pouco estudada no Brasil.
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