No meio da paisagem tem um poeta.
Toco suas mãos, suas feridas
em meio a tantos saberes no mar da escrita
nossas mãos – produtos de perdas e pedras –
escrevem sobre paz e guerra
sobre (des)caminhos e sonhos abortados.
Tem um poeta
no meio da paisagem.
Da sua retina, diviso o clarão da lua
que abranda a fúria de outras ondas
em Copacabana
a lua, o poeta e outros eus
entre a vida e a morte de mãos dadas
tudo a se multiplicar
numa ciranda de sonhos ao redor
Graça Graúna (indígena potiguara/RN), uma noite em Copacaba/RJ, 1.junho.2008
Nota:poema publicado no Overmundo.


