Macunaíma

Do fundo da mata virgem
ele ri mui gostosamente alto
e diz: – ai que preguiça!
Coisa de sarapantar
os sons e os sentidos
espalham-se
um
três
trezentos
amarelos
brancos
pretos retintos
pícaros/ícaros
Brasil
brazis
crias de um homem submerso

Graça Graúna (indígena potiguara/RN)

Graça Graúna. Canto mestizo. Marica/RJ: Blocos, 1999.

(*) Imagem Google: Operário, de Tarsila do Amaral

Nota: no site Overmundo, este poema recebeu 167 votos

FLIG: Festival de literatura

III FESTIVAL DE LITERATURA DE GARANHUNS – FLIG
6ª feira – 17 de outubro de 2008
17h15 às 17h45
(Tendas)
Mesa Redonda:
Universidade de Pernambuco – Campus Garanhuns
Literatura Indígena e Afro-descendente
(samba-de-côco, como manifestação cultural em Garanhuns)
Presidente: José Maria Leitão
Palestrantes:
Graça Graúna (indígena potiguara/RN)
e
Magdalena Maria de Almeida