Do fundo da mata virgem
ele ri mui gostosamente alto
e diz: – ai que preguiça!
Coisa de sarapantar
os sons e os sentidos
espalham-se
um
três
trezentos
amarelos
brancos
pretos retintos
pícaros/ícaros
Brasil
brazis
crias de um homem submerso

Graça Graúna. Canto mestizo. Marica/RJ: Blocos, 1999.

(*) Imagem Google: Operário, de Tarsila do Amaral

Nota: no site Overmundo, este poema recebeu 167 votos

Um comentário sobre “Macunaima

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