Canto Mestizo

Donde hay una voluntad
hay un camino de espera.
Apesar de las fronteras
las carceles se quebrantan.
Mira! En mi tierra mestiza
un pájaro de América canta!

Canta la Libertad, hermano!
Canta la Libertad!

Canta la fuerza del pueblo
del niño solo en la calle
del campesino y el obrero
hermanos de la Verdad.
La Libertad incendia
tu voz cruzando el aire.

Canta la Libertad, hermano!
Canta la Libertad!

Graça Graúna (indígena potiguara/RN)

Graça Graúna.Canto Mestizo. Editora Blocos, Maricá/RJ, 1999.

NOTA: há mais de 30 anos fiz este poema em homenagem a Mercedes Sosa e a todos(as) militantes da justiça, da liberdade e da paz na América Latina. Com este poema também homenageio a colombiana e ambientalista Ingred Bettancourt. Paz em Nhande Rú para todos(as).
Nota: no site Overmundo, este poema recebeu 176 votos>

Pra dizer adeus

Nascer do sol. Creative Common

 

…o sol está bonito hoje
e a sua luz até parece ressuscitar
as folhas vermelhas de outono.
Hoje,
à sombra de uma segunda-triste
escrevo uns versos para contrariar o estático.
Aqui,
onde estou agora,
no mar da palavra
vem de longe um barco,
e o barquinho vai …talvez um barco bêbado…
de longe vem outro barco
vou ao encontro e dou conta:
onde está o meu amor?
Foi só uma aparição
uma vaga impressão…
foi uma vez o amor
e era ainda uma vez.
Grito e o sol vai embora.
Agora, só chove
e na urgência me recolho
a tantos fazeres
porque o dia urge
e o poema também tem pressa
e pede licença pra dizer adeus

 

Graça Graúna (indígena potiguara/RN)
Nordeste do Brasil, segunda-feira, 19 de maio 2008

Nota: no site Overmundo, este poema recebeu 177 votos.
http://www.overmundo.com.br/banco/pra-dizer-adeus