Um poema para Marcos Terena

Imagem: Tatiana Cardeal

QUE VIVA O MARCUS TERENA
COM A SABEDORIA DO TEMPO,
COM O SABER DO HOMEM,
COM A CLAREZA DAS ÁGUAS,

COM A BRANCURA DA POMBA.
COM O AZUL DO CELESTE,
COM O OURO DAS CAVERNAS…
QUE SEJA TERENA, O INDIO,


O HOMEM, O GUERREIRO,
O DOUTO, O SÁBIO,
O BRASILEIRO,
O HOMEM-TERRA SERENA,


A PÁTRIA, A MÁTRIA,
MATRIZ DE SUA GENTE E RAÇA
DE TODO CONHECER,
SER MASTRO…
PARABÉNS, MARCUS TERENA. 

Autor: Cezar Ubaldo  · 16/5/2010 09:03

Nota: a foto é de Tatiana Cardeal e o poema é do meu amigo Cezar Ubaldo, colaborador do Overmundo. 
 

7º Encontro de Escritores e Artistas Indigenas


Há um novo fenômeno em andamento no Brasil que é a presença de indígenas em contexto urbano. Estes indígenas são oriundos de diversas regiões brasileiras e são motivados pelas mais diferentes situações que vão desde a desintegração social a que foram submetidos até o desejo de buscar novas soluções para suas comunidades originais ou contribuir para a reflexão em torno do papel dos povos indígenas no desenvolvimento do País. Vale dizer, pois, que muito da literatura indígena hoje produzida e que faz parte da realidade nacional é fruto deste fenômeno e como tal precisa ser discutida e apresentada à sociedade como possibilidade de refletir sobre a identidade brasileira. É neste contexto que propomos a realização deste seminário no contexto do 12º. Salão FNLIJ do Livro Infantil e Juvenil desejando oferecer uma contribuição positiva para melhor compreensão da presença indígena no Brasil.
SEMINÁRIO FNLIJ-INBRAPI


Tema: Palavra da cidade, palavra da floresta: literatura indígena no contexto urbano
Programação do Seminário FNLIJ – 18 de junho de 2010.
Parte Manhã:
Ritual e apresentação dos convidados

Mesa 01: Vozes da cidade, memórias da floresta.
Esta mesa pretende discutir o papel da memória na elaboração da literatura indígena em contexto urbano.
Mediação: Ailton Krenak
Eliane Potiguara – Escritora
Graça Graúna – Doutora em Literatura e escritora.
Marcos Terena – Escritor e diretor do Memorial dos Povos Indígenas de Brasília.

Intervalo: Sarau de poéticas indígenas com Carlos Tiago, Graça Graúna e Cristino Wapichana
 
Mesa 02: Educação urbana em contexto de aldeia: pontes e contrapontos.
Esta mesa reunirá educadores indígenas que atuam em área indígena em contexto urbano para refletir como esta prática pode interferir na formação de leitores e escritores entre os indígenas.
Mediação: Darlene Taukane
Ely Makuxi – Professor e Escritor
Adão Guarani – Professor e coordenador do Ponto de Cultura Kaingang.
Rosi Whaikon – Professora e escritora.
Roni Wasiry – Professor e escritor.

Parte Tarde
Sorteio da pontualidade (livros e arte indígenas)

Mesa 03: A Escrita, a História e as trilhas para o futuro.
Esta mesa pretende ser um bate-papo sobre caminhos possíveis para pensar a produção intelectual indígena tendo a produção literária como instrumento no fomento das capacidades individuais dos jovens indígenas.
Mediação: Manoel Moura Tukano
Álvaro Tukano – Liderança tradicional e escritor
Olívio Jekupé – Escritor e coordenador da Associação Indígena Tenondé Porã da Aldeia Krukutu/SP
Edson Kayapó – Professor e doutorando em Educação na PUC/SP

Roda de Conversa entre os indígenas e o público presente
Mediação: Ailton Krenak, Álvaro Tukano, Marcos Terena
Este formato de atividade visa ser um momento de integração onde o público poderá interagir com os indígenas presentes através de questionamentos sobre a atual situação política brasileira e outros temas de interesses.

Sarau de poéticas indígenas com Márcio Bororo, Marcelo Manhuari, Elias Yaguakã, Shaneihu Yawanawá.
Sorteio de livros e cultura material para o público presente.
Encerramento do seminário com a presença de Beth Serra ( Secretária-executiva da FNLIJ.)

Cravos de abril

Do outro lado do Atlântico
a liberdade é uma flor
a liberdade é vermelha.

Do outro lado do Atlântico
os prantos se foram
e o canto agora é de paz
à Grândola, Vila Morena
onde é possível encontrar
um amigo em cada esquina
e em cada jardim um sonho
de alegria e esperança
pois há um cravo a brotar
Graça Graúna (indígena poiguaa/RN)
25 de abril – pensando na Revolução dos Cravos
OBS: imagem da imprensa portuguesa disponível no Google