Memórias de um povoado

Povoado de São José do Campestre (RN). Tela de Marconi Melo.
Foto: Agnes Pires
A Casa da Cultura Popular de São José de Campestre (RN), conhecida também como Palácio da Borborema Potiguar, ainda está sob o clima de festa. Desde o dia 8 de maio de 2009, data em que se homenageia o artista plástico, a pacata cidade de Campestre tem mais um motivo para mostrar a todos a riqueza da sua cultura. Agora, com uma pinacoteca, o potiguar de Campestre tem tudo para admirar a história do seu povo. Na festividade se fez presente o balé popular da Casa da Cultura que animou a I Vernisagem de inauguração da pinacoteca que recebeu o apoio de Maria Noemia da Costa, carinhosamente chamada de Lilia, artista plástica e campestrense potigara, radicada em Recife/PE. Na ocasião, Lilia foi homenageada pelos conterrâneos e doou a tela “Memórias de um povoado”, pintada pelo artista pernambucano Marconi Melo. A tela resgata a religiosidade do lugar com imagem da primeira capela construída de frente para o rio Jacu, por Pedro Inácio, no período de 1895 a 1897. A tela mostra a arquitetura popular com suas casas bucólicas e o cotidiano do povo campestrense com os caixeiros viajantes, os descendentes indígenas potiguara e os tropeiros da época.
Atualmente, a cidade de Campestre conta com 11 mil e 744 habitantes. A administração da Casa de Cultura Popular está sob a responsabilidade de Carlos Alexandre Domingos Feliciano que vem se dedicando a mostrar a diversidade cultural da região.
Graça Graúna (indígena potiguara/RN), 10 de maio de 2009
Nota: nasci neste povoado. Sou filha de Lilia.
Obs: texto publicado no Overmundo.