Nem mais, nem menos

Imagem Google. Lua e Sol

Um homem, uma mulher
são o que são:
palimpsestos
pássaros
deuses
mágicos
videntes
astro/estrela
de Altamira à Lascoux
Asteca
Pankararu
Fulni-ô
Xavante
Potiguara, quem sabe?
Íntimos irmãos da terra
salvaguardam o limo das pedras
o voo dos peixes
e os sagrados rios
navegáveis

Graça Graúna (indígena ptigara/RN), 28.mar.2009

Graça Graúna. Canto mestizo. Maricá/RJ: Blocos Editora, 1999, p. 40 [com prefácio de Leila Miccolis].
Nota: poema publicado no Overmundo com 127 votos.

Tecelã

Lilia, minha mãezinha

Noites a fio, Lilia
atenta aos desafios
desmancha travesseiros
e faz pavios

de fio a pavio
dá conta das crias
tece esperança no escuro
toda coragem-Lilia

Pelo Dia Internacional da Mulher, apresento este poema escrito há mais de quarenta anos, em homenagem a minha mãe Lilia. Este poema foi publicado no meu livro Canto Mestizo, Marica/RJ: Blocos Editora, 1999, e conta com 178 comentários no Overmundo.
Graça Graúna, (indígena potiguara/RN).