Recebi de Cristiano Melo e Leonor Cordeiro o selo “Vale a pena acompanhar este blog!”. O selo violeta é premio e representa, segundo os seus criadores, “as sensações que a cor violeta traz para a nossa mente”. Ele é dado àqueles blogues que têm algumas das sensações da cor violeta, a saber: magia, encantamento, graciosidade, magnetismo e tudo aquilo que parece mágico. Espero que aprecie e dê continuidade, fazendo o mesmo com os blogs que você assim considera. Escolhi os seguintes blogs que distribuem poesia pela blogosfera:
Poema torto
Quando eu crescer
quero ser Quintana
cavar o infinito
dos caminhos do mundo.
Ah, quando eu me for
“hei de levar uns poemas tortos”
como seu eu fosse também
o último ser vivente
Graça Graúna (indígena potiguara/RN), 29 de maio de 2009
Graça Graúna. Canto mestizo. Marica/RJ: Blocos Editora, 1999, p.62 [prefácio de Leila Miccolis]
NOTA: poema publicado no Overmundo.
Dádiva
A sensação de quem vive ou está só
pode ser comparada a uma pedra
que emerge da escuridão da terra
qual diamante que brilha feito sol.
pode ser comparada a uma pedra
que emerge da escuridão da terra
qual diamante que brilha feito sol.
A solidão é dádiva da vida
é meta suprema, dá força ao ser
embora não seja para todos
a solidão faz parte do crescer
é meta suprema, dá força ao ser
embora não seja para todos
a solidão faz parte do crescer
ainda que da prisão a luz sufoque
e as chagas do tempo libertem o ser
a resistência desabrocha enfim
e as chagas do tempo libertem o ser
a resistência desabrocha enfim
e ao perceber o reflexo da clausura
é acolhendo o interior da pedra
que se compõe a leveza do ser
é acolhendo o interior da pedra
que se compõe a leveza do ser
Graça Graúna (indígena potiguara/RN), 22 de maio de 2009
NOTA: poema publicado no Overmundo.



