Barcos. Ana Cotta, Flickr

miro a tua ausência
no labirinto de espelhos quebrados
no quarto que era meu e teu
diviso o clarão da lua
e na janela teu olhar
perdido no perdido
entre as grades dos prédios

estou à deriva
ninguém me vê

Graça Graúna (indígena potiguara/RN)
21 de março, dia da poesia, 2010.

Nota: poema disponível também no Overmundo

12 comentários sobre “À deriva

  1. Sônia Brandão, poetamiga: esses dias de março tenho andado meio down, mirando minha imagem de mulher no labirinto de espelhos partidos. Cada amor que acaba parece um caco de vidro pela crueza do corte que pode provocar, pela terrivel transparência que nem sempre conseguimos alcançar. Então, em meio a essa dor busco refugio na poesia e assim vou me vestindo de coragem e esperança para emergir mais inteira apesar dos cacos de vidro. Feliz dia da poesia para todos(as) nós. Paz em Ñanderu, Grauninha

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