De um lado
a palavra
do outro
o silêncio
estreando realidades conhecidas.
A pá lavra o abismo
que vai de mim
ao outro
Graça Graúna (indígena potiguara/RN)
Graça Graúna. Tear da palavra. Belo Horizonte: M.E.Edições Alternativas, 2007, p. 20
Quem peregrina reconhece
os caminhos identitários
não desperdiça a vida
e transcende à luz
dos saberes ancestrais
Os filhos do sol
os irmãos da Lua
sabem da língua de Sol
e do canto da Lua
pois intuem o que é ser vivente
Ser cria do sol
ou parente da Lua
é saber desde sempre
(como quer a poesia)
que a vida exige transparência
e nesse ritmo lutar pela paz
Graça Graúna (indígena potiguara/RN)
Nordeste do Brasil, 8.dez.2008, Dia de N.S.Conceição.
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