é tudo que me fica do instante
entre a vida e a morte
de mãos dadas
devemos seguir
ainda que os nossos eus se encontrem
perdidos no perdido.
Infelizmente
acordei assim, meio nublada,
pois me custa aceitar
o luto da poesia
mas a luta continua
Mario Benedetti
poeta boa gente
Graça Graúna (indígena potiguara/RN), 20 de maio de 2009
NOTA: ao ler o poema “O túnel”, do pernambucano Pessoa de Melo, observei a sintonia que os seus versos provocaram em RaiBlue, C.Campello, Jéfte, Mirtes (amigos no Overmundo) e em mim também. Revendo o meu comentário, dou conta de que me referi à tristeza de não ler mais Benedetti-em-vida. Ele se foi, mas a sua poesia fica tocando todos(as) nós pela Essência.


