Tela de Berenice Barreto
Quem quer que seja
o senhor de óculos
a mulher carpideira
a velha senhora
a criança magricela
o padre, a moça
a sóror namoradeira
pouco importa
se justos ou culpados
o índio, o negro
o patrão, o empregado
o rico, o pobre
o poeta, o soldado.
Quem quer que seja
há de pousar na árvore do mundo
na boa companhia de anjos e pássaros
———————
Graça Graúna. Canto mestizo. Marica/RJ: Blocos Editora, 1999, p.68 [prefáio de Leila Miccolis].
Nota: poema publicado no Overmundo.

4 comentários sobre “Peregrinos

  1. Bendita árvore que acolhe a todos com sua seiva abundante, suas raízes profundas e seguras, seus frutos férteis e sua sombra que abraça e regenera as forças.Grannnde abraço com aroma de folhas e flores!

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  2. Julio, poetamigo: entrei no seu blog e já me senti em casa, mas por favor não fique pensando que sou espaçosa. No seu blog encontrei pessoas que eu admiro bastante a começar pelo grande articulador do Flifloresta: o bom Tenorio, que propiciou a minha ida pra Manaus defender a literatura indígena. Bom demais ter encontrado outros nomes queridos: Raiblue, cELINA, vANIA ….¨tAMBÉM FIQUEI SURPRESA COM O MEU NOME EM MEIO A TANTA GENTE BACANA. oBRIGADA, VIU? (Eita, o meu teclado endoidou…só deu maiuscula, repare não). Então, meu amigo grata pela visita ao meu blog. Fico por aqui, seguindo seus passos poéticos. Bjos, Graça Grauna

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