De um lado
a palavra
do outro
o silêncio
estreando realidades conhecidas.
A pá lavra o abismo
que vai de mim
ao outro
Graça Graúna (indígena potiguara/RN)
Graça Graúna. Tear da palavra. Belo Horizonte: M.E.Edições Alternativas, 2007, p. 20
Ilustração: Fabiano Sobreira
assim, torno a ver
no reverso do cárcere
o lado negro e cru
do ofício de escrever
Graça Graúna (indígena potiguara/RN)
Graça Graúna. Tessituras da terra. Belo Horizonte: M.E. Alternativas, 2001, p. 36.
Ó Senhora do Rosário
ó Dona Santa guerreira
lua crescente formosa
ó Menininha dos pretos
uni meus irmãos
dispersos na ladeira
Ó Dona Santa guerreira
Senhora Dama-do-paço
estrela das mais brilhantes
poesia da vida inteira
uni meus irmãos
dispersos na ladeira
Graça Graúna (indígena potiguara/RN)
Graça Graúna. Tessituras da terra. Belo Horizonte: M.E. Alternativas, 2001, p. 18.
Nota: para saber mais visite a página sobre a Irmandade do Rosário dos Homens Pretos.