Na sequência de homenagem do Blog Tecido de Vozes, ao Dia Internacional da Mulher, compartilho o pensamento da parente Geni Núñez, do povo Guarani (de Santa Catarina). Na próxima semana, mais precisamente no dia 16 de março, estaremos participando do Festival de Leitura e Literatura (Feleli). Em tempo, cabe sublinhar o pensamento de Geni: criadora do perfil @genipapos e autora do livro Djatchy Djatere: o Saci Guarani.  

No quinto mês da pandemia, em 09/10/2020, a página do Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva (https://www.cedefes.org.br/) ressalta o pensamento indígena de Geni Ñunez:

Para nós, guarani, a palavra também pode ser uma medicina, um cataplasma que colocamos nas feridas, um abraço, um acolhimento espiritual. Eu escrevo para existir, para artesanalmente poder construir afetos em um mundo que faça sentido para mim, pra quem sou, pra quem somos.”

Quando perguntei acerca da sua visão de mulher indígena, a parente Geni destacou a sua estreita ligação com a nossa Mãe Terra, e é nesta perspectiva que desejo a todas/os vocês uma boa leitura.

Que Nhanderu nos acolha,

Graça Graúna (indígena potiguara/RN)

Geni Núñez , por ela mesma.

“Me vejo nessa questão como parte do território, da terra. Da mesma maneira que a terra foi invadida, nossos corpos também são. Invadidos pelas violências, pelos medos, angústias. Mas também como uma terra viva, a gente também passa por reflorestamento, coletivo. Junto de meu povo consigo continuar, um dia de cada vez, passo a passo, resistindo teimosamente mais um dia, ano, século”. (Geni Nuñez)

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