oculta face da lua.
Lorca: vértice do grito.
Graça Graúna (indígena potiguara/RN)
Graça Graúna. Hai kais. In: Canto Mestizo. Maricá/RJ: Blocos Edtora, 1999.
3.
Noctívaga dor-em-dor
pouso na árvore do mundo
clandestina
4.
Porque és pedra
o que dirá a poesia
sem a tua presença?
5.
Dias de sol
distendo as velhas asas
num hai kai latino
Graça Graúna. Hai kais. In: Canto Mestizo, 1ª parte. Maricá/RJ: Blocos, 1999, p. 17-21.
Quando o tempo do silêncio
assentar em nossos corações
a pedra do esquecimento
já não seremos aquela árvore vibrante
nem gozaremos com as vorazes cataratas
ao rumor da vida.
Quando ese tempo chegar
é certo que chorarei
sobre os restos mortais
do nosso verso-reverso.
É certo que chorarei
Sobre o nosso sudário.
Quando esse tempo chegar
a Paz e a Liberdade
de certo perguntarão:
– Vorazes cataratas ao rumor da vida,
sabedes nova do meu amado?
Sabedes nova do meu amigo?
Graça Graúna (indígena potiguara/RN)
Nordeste do Brasil, 25.jul.2008, Dia do Escritor
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