Imagem Google. Oferenda

Acuda, meu Santo
sou só
uma mulher
perdida nesse mundo
uma cabocla velha
a mais pobre
não me engano
sou só
uma mistura
de Mãe-negra se acabando
para salvar minh’alma
benzida pela Mãe-d’água
para acender o meu canto

Graça Graúna. Tessituras da terra. Belo Horizonte: M.E. Edições Alternativas, 2001, p. 15.

Este poema está com 104 votos no Overmundo.

4 comentários sobre “Alma benzida

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s