Mario Benedetti, fotografado por Eduardo Longoni

é tudo que me fica do instante
entre a vida e a morte
de mãos dadas
devemos seguir
ainda que os nossos eus se encontrem
perdidos no perdido.
Infelizmente
acordei assim, meio nublada,
pois me custa aceitar
o luto da poesia
mas a luta continua
Mario Benedetti
poeta boa gente

Graça Graúna (indígena potiguara/RN), 20 de maio de 2009

NOTA: ao ler o poema “O túnel”, do pernambucano Pessoa de Melo, observei a sintonia que os seus versos provocaram em RaiBlue, C.Campello, Jéfte, Mirtes (amigos no Overmundo) e em mim também. Revendo o meu comentário, dou conta de que me referi à tristeza de não ler mais Benedetti-em-vida. Ele se foi, mas a sua poesia fica tocando todos(as) nós pela Essência.

12 comentários sobre “Poesia, simplesmente

  1. Graça, é sempre triste a morte. Podemos dizer que a poesia não morre. Ou que a alma – outro nome da poesia – não morre. Mas nós que ficamos, ficamos tristes. Mais aumenta em nós a ânsia do absoluto – quando alguém, ainda mais um poeta, parte para o absoluto.Paz e Bem!

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  2. Carlos Brandão, meu querido Mestre: permita-me confessar uma coisa, mas não zombe de mim. Antes de abrir o seu e-mail eu estava meditando uma mandala (sempre que arranjo um tempinho faço isso, mas não sou fanática); bom, na leitura que fiz destaquei o seguinte: \” Quando o cisne da alma enfim alça voo, ele não precisa de mapas e sinalizações\” (Vijay Bhattacharya). Vi nesta citação um anunciado da sua reflexão. Assim, mais uma uma vez gracias mil por você existir e pela generosidade de arrecadar um pedacinho do seu precioso tempo para tecer riquissimos comentarios em torno da minha acanhada poesia. Paz em Ñanderu/Deus, Grauninha.

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  3. Acabei de visitar o blog da Maria Limeira e encontrei um poema que me fez lembrar dessa sua postagem. Aceite esse poema com o meu carinho e afeto:TRÊS RESPOSTASMaria José Limeira A morte passará ao largo de quem faz da Poesia vida, de quem dorme de olhos abertos, de quem troca instante fugazpor eternidade. As estrelas brilharão cada vez mais, sacudindo a poeira do tempo.Darão risadas ao redor da lua,ainda que no meio dos mais tormentosos temporais. Os sonhos não fenecerão.Serão guardados em baús aquecidos.No momento certo, florirão hasteados na palavra exata:Liberdade.

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  4. Graça que sorri em minha tela acesa, que cintila agora com seu poema de homenagem ao poeta Mario Benedetti… Alguém que deixa suas letras como herança à esta humanidade carente de poesia… Beijos – ficou lindo seu poema!

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  5. Querida Leonor: muito grata, de coração, pelo carinho, pela atenção. Este seu espaço é luminoso e me deixa também muito feliz encontrar, aqui, pessoas maravilhosas a exemplo de Madalena Barranco, Bonetti. Adorei o poema da Limeira. Paz em Ñanderu pra você e pra todos(as) que compartilham do seu blog. Bjos, Grauninha

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